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São Paulo e outras grandes cidades do Brasil não aguentam dias seguidos de transtorno e atos de vandalismo, com cenas de depredação e destruição do patrimônio público e privado, sem contar as 5, 6 horas que as pessoas têm levado para voltar para casa em dias de manifestação. Logo a polícia não verá alternativa a não ser voltar a endurecer contra os manifestantes. Discurso já transparece nos grandes jornais. "PM tarda a agir", diz a Folha 34
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Hoje, às 14h30, representantes das cinco centrais sindicais do País estarão com o ex-presidente Lula; encontro será no Instituto Lula, no bairro do Ipiranga; convocação partiu dele, no sábado 15, depois da leitura de pesquisas que indicaram queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff; oficialmente, conversa será sobre "conjuntura", mas sindicalistas como Vagner Freitas, da CUT, e Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, se preparam para um pedido de apoio na forma de se evitar ao máximo movimentos grevistas e de protestos, diante da reviravolta no quadro político provocada pelas manifestações estudantis 180
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Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi recebido no Instituto Lula e pregou choque de confiança na economia; dias atrás, o próprio Lula deixou escapar a alguns de seus interlocutores que Meirelles "faz falta" na equipe da presidente Dilma; não há hipótese, no entanto, de que ele retorne ao governo
Apesar das importantes conquistas dos últimos dez anos e das pesquisas eleitorais favoráveis, a onda de protestos abala o principal partido da esquerda brasileira e aproxima-se do governo federal
Os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída
A dita horizontalidade dos protestos era mais real do que acreditavam os partidos que tentaram direcioná-los aos seus objetivos políticos. Ou seja: a rua é de todos
Collor sofreu a desestabilização e foi apeado da Presidência da República. Lula sofreu os tiros da desestabilização, mas sobreviveu. Agora é a vez de Dilma
Os últimos acontecimentos que se espalharam por todo o país me dão um novo alento. Sinto que não estou mais tão sozinho nessa cruzada e que o povo acordou para uma realidade que pode, sim, ser mudada
O raciocínio é simples. Ou o Estado pode subsidiar a tarifa e acaba a conversa ou o Estado não pode bancar os gastos, mas toma como impossível a diminuição do lucro dos empresários
O que podemos tirar de proveito em uma situação dessa? Que realmente o povo, quando quer, pode e vai fazer a diferença, e que a polícia em qualquer parte do Brasil é apenas um cão-de-guarda do governo
O mês de junho de 2013 não será mais lembrado na História como o mês em que o Brasil sediou um torneiro internacional de futebol preparatório para a Copa do Mundo
Estes protestos adicionam novos elementos de análise à conjuntura política atual, mas dialogando com os desafios de compreender as raízes do Brasil do século XXI
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Ministro da Saúde transferiu seu domicílio eleitoral de Santarém (PA) para a capital de SP, na 1ª zona eleitoral, seção 238, no tradicional colégio Caetano de Campos; iniciativa reforça intenção de se candidatar ao governo do estado pelo PT, mas diz que decisão cabe ao partido: "Quem vai decidir sobre isso é o PT, que é muito maduro para construir sobre essa decisão, sob a liderança do presidente Lula e da presidente Dilma [Rousseff]"
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Sob pressão da onda de protestos que ganhou o país, prefeitos de São Paulo, Fernando Haddad, de Porto Alegre, José Fortunati, e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participam hoje de audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, às 11h, para discutir a redução de tarifas de transporte público por meio da desoneração tributária, de acordo com o Projeto 310/2009
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Integrantes da base governista da presidente Dilma, os deputados Fernando Ferro (PT-PE) e Sílvio Costa (PTB-PE) reforçaram que os protestos em favor da redução das passagens de ônibus refletem a insatisfação com o Poder de maneira geral e não apenas com o Congresso Nacional ou com as Assembleias Legislativas estaduais; segundo eles, atos também alcançarão o Poder Judiciário
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Após reunião com procuradores da República, líder do PR propõe derrubar da pauta texto que tira poder de investigação do Ministério Público, que foi incluído na pauta das manifestações que ganharam o país nos últimos dias
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Pelo Facebook, 31 mil pessoas já confirmaram presença no ato “Pão + Circo – Copa para quem?”; ato parte do centro da capital cearense em direção ao Castelão, onde a seleção brasileira enfrenta nesta quarta-feira a equipe do México; policiais podem aderir ao protesto; jovens escreveram carta aberta ao governador Cid Gomes; leia o documento 123
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Cerca de 100 manifestantes se concentraram, a partir das 21h30, diante do prédio em que mora o prefeito, no bairro do Paraíso; houve pressão e xingamentos; policiamento teve de ser reforçado; Fernando Haddad disse que não revogará aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus; "Até eu e minha família podemos ser retaliados", disse 95
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Governador em exercício do Sergipe, Jackson Barreto (PMDB) ressaltou, no entanto, que não aceitará atos violentos de vândalos, que tentem se infiltram nos protestos; “não aceito e ninguém aceita, nem os próprios manifestantes, que este movimento seja deturpado por alguns para destruir lojas, para fazer depredação. Aí o Estado deve entrar para garantir a segurança de todos”, disse
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Em discurso sobre o novo Código de Mineração, presidente segue orientação do marqueteiro João Santana para não passar a imagem de que seu governo está na defensiva: "O meu governo, que quer ampliar o acesso à educação e à saúde, compreende que as exigências da população mudam. Mudam quando nós mudamos também o Brasil"
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Do sexto andar da prefeitura de São Paulo, o jornalista Marco Damiani, diretor de redação do Brasil 247, acompanhou o cerco a prédio; do início pacífico até a tentativa de invasão da sede e a queima do carro de TV da Record; "com a massa na rua, ninguém segura, e agora vai se culpar o Estado, dizer isso e aquilo de Dilma Rousseff, de Geraldo Alckmin, de Fernando Haddad, de 'tudo o que está aí'. É um retrocesso danado. Como se tivéssemos avançado tanto, desde lá o regime militar, para chegarmos ao descontrole. Que cheiro de queimado. Que lixo!" 225
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Em artigo exclusivo para o 247, o jornalista Breno Altman, do Opera Mundi, aponta uma encruzilhada para o petismo. "Uma parte da sociedade, mesmo com inclinação progressista, dá sinais de fadiga com a estratégia de mudanças sem rupturas. Há crescente mal-estar com uma equação de governabilidade que preserva as velhas instituições, depende de alianças com fatias da própria oligarquia para formar maioria parlamentar, abdica da disputa de valores e renuncia à mobilização social como método de pressão", afirma. "Diante do clamor, o petismo pode retificar sua estratégia e repactuar com a rebelião das ruas para aprofundar e acelerar reformas de base. Ou pagar o preço próprio das situações onde a esquerda e as ruas se divorciam". Haverá coragem? 132
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A Folha, de Otavio Frias, e o colunista Fernando Rodrigues questionam real função do atos públicos que ganharam o Brasil: “Não será surpresa se o movimento acabar por esvair-se e ser eclipsado na campanha eleitoral de 2014, cuja antecipação pode agora ser vista como um sintoma de falência da política atual, tão bem representada pelo comportamento do Congresso Nacional”, diz o editorial; “Os movimentos de rua sem capacidade de organização tendem a ser esvaziados pelos poderes constituídos na base de concessões objetivas”, completa jornalista
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Líderes dos protestos apresentaram queixa formal à Procuradoria de Istambul contra a violência policial cometida nas manifestações da capital; em três semanas de protestos, quatro pessoas morreram, mais de 600 foram detidas e quase oito mil ficaram feridas
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Segundo Claudio Humberto, presidente reclama que secretário-geral da Presidência provoca uma crise sempre que abre a boca, mas depende do aval de Lula para afastá-lo; o ministro seria uma espécie de “olhos e ouvidos” do ex-presidente no Planalto
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Colunista da Folha diz que a assombração da opinião pública, que carregou o ex-presidente Juscelino Kubitschek e depois pôs Fernando Collor para fora do Planalto, agora persegue do governo Dilma, ao de Alckmin e Haddad em São Paulo, passando até pela Fifa
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Pesquisa Datafolha realizada com moradores de São Paulo aponta que 77% são a favor das manifestações que começaram contra o reajuste das passagens de ônibus, trem e metrô; a falta de prestígio dos Três Poderes da República é a maior em dez anos
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"Enquanto o Brasil for uma democracia — vale dizer: enquanto o Movimento Passe Livre, que não negocia, mas impõe, não estiver no formalmente no poder —, não calo, mas falo", disse o blogueiro, que também foi alvo dos protestos 66
Apesar das importantes conquistas dos últimos dez anos e das pesquisas eleitorais favoráveis, a onda de protestos abala o principal partido da esquerda brasileira e aproxima-se do governo federal
Os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída
A dita horizontalidade dos protestos era mais real do que acreditavam os partidos que tentaram direcioná-los aos seus objetivos políticos. Ou seja: a rua é de todos
Collor sofreu a desestabilização e foi apeado da Presidência da República. Lula sofreu os tiros da desestabilização, mas sobreviveu. Agora é a vez de Dilma
A verdade é que vaia de playboy não vale. Conheço muito bem os miamiplayboys de Brasília, que nunca passaram trabalho na vida, bem como conheço os do Rio de Janeiro e de muitas outras capitais e estados brasileiros
Os senhores governantes, que diziam que não voltariam atrás, terão que voltar atrás; terão que governar, daqui pra frente, para uma maioria e não mais para alguns poucos privilegiados que, definitivamente, não andam de trem, ônibus ou metrô superlotados
Os últimos acontecimentos que se espalharam por todo o país me dão um novo alento. Sinto que não estou mais tão sozinho nessa cruzada e que o povo acordou para uma realidade que pode, sim, ser mudada
O raciocínio é simples. Ou o Estado pode subsidiar a tarifa e acaba a conversa ou o Estado não pode bancar os gastos, mas toma como impossível a diminuição do lucro dos empresários
O que podemos tirar de proveito em uma situação dessa? Que realmente o povo, quando quer, pode e vai fazer a diferença, e que a polícia em qualquer parte do Brasil é apenas um cão-de-guarda do governo
O mês de junho de 2013 não será mais lembrado na História como o mês em que o Brasil sediou um torneiro internacional de futebol preparatório para a Copa do Mundo
Estes protestos adicionam novos elementos de análise à conjuntura política atual, mas dialogando com os desafios de compreender as raízes do Brasil do século XXI
A imagem símbolo do manifesto, para a emissora, não é um trabalhador espremido em pé dentro de um ônibus ou um jovem da periferia sendo agredido por um policial, mas a da repórter da Folha
O vandalismo ataca objetos inanimados. A brutalidade policial ataca seres humanos, e vem justamente daqueles que pagamos com nossos impostos para zelarem por nossa proteção