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Moraes terá 10 dias para explicar quebra de sigilo

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Comissão de Ética da presidência da República concedeu um prazo de dez dias para que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, explique as declarações que deu em Ribeirão Preto (SP), no último domingo, quando antecipou a mais recente fase da Lava Jato, num ato político do PSDB; segundo o Código Penal, um funcionário público comete crime contra a administração quando revela um fato de que tem ciência em razão do cargo e que deveria permanecer em segredo; para a oposição, Moraes cometeu o crime de "quebra de sigilo funcional", ao vazar a operação contra Antonio Palocci; Michel Temer cogitou demiti-lo, mas teria desistido

Gleisi diz que provará inocência e pede imparcialidade ao STF

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirma que a denúncia contra ela e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, "sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal", além de ter "inúmeras contradições nos depoimentos dos delatores" que a embasam; o casal se tornou réu na Lava Jato por decisão do Supremo nesta tarde; Gleisi afirma ainda que a corte "saberá julgar com serenidade, imparcialidade e isenção esse processo", "requisitos [que] faltaram em outras instâncias"; "Tenho certeza que a verdade prevalecerá", declarou