Casos de diarreia aumentam em Palmeira dos Índios

A cidade de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano, já teve 35 casos de diarreia nos primeiros dias de 2017; em dezembro do ano passado, o município teve 55 entradas em unidades de saúde de pacientes com sintomas da doença e de gastroenterites; segundo as autoridades locais, o surto pode estar sendo causado por um colapso no abastecimento, o que vem gerando o consumo de água sem tratamento por parte da população; a cidade vive uma crise hídrica na Barragem da Carangueja, que atualmente opera em volume morto

A cidade de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano, já teve 35 casos de diarreia nos primeiros dias de 2017; em dezembro do ano passado, o município teve 55 entradas em unidades de saúde de pacientes com sintomas da doença e de gastroenterites; segundo as autoridades locais, o surto pode estar sendo causado por um colapso no abastecimento, o que vem gerando o consumo de água sem tratamento por parte da população; a cidade vive uma crise hídrica na Barragem da Carangueja, que atualmente opera em volume morto
A cidade de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano, já teve 35 casos de diarreia nos primeiros dias de 2017; em dezembro do ano passado, o município teve 55 entradas em unidades de saúde de pacientes com sintomas da doença e de gastroenterites; segundo as autoridades locais, o surto pode estar sendo causado por um colapso no abastecimento, o que vem gerando o consumo de água sem tratamento por parte da população; a cidade vive uma crise hídrica na Barragem da Carangueja, que atualmente opera em volume morto (Foto: Leonardo Lucena)


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GazetaWeb - A cidade de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano, já teve 35 casos de diarreia nos primeiros dias de 2017. Em dezembro do ano passado, o município teve 55 entradas em unidades de saúde de pacientes com sintomas da doença e de gastroenterites.

Segundo as autoridades locais, o surto pode estar sendo causado por um colapso no abastecimento, o que vem gerando o consumo de água sem tratamento por parte da população. A cidade vive uma crise hídrica na Barragem da Carangueja, que atualmente opera em volume morto.

De cada dez residências da zona urbana do município, apenas três são abastecidas com água da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Já na zona rural, 100% das casas tiveram o serviço suspenso. "Como a barragem já esta vazia, vem ocasionando isso", explica um dos assessores da Prefeitura, Henrique Romeiro. 

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Devido à alta quantidade de atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma sala foi reservada aos pacientes que precisam receber hidratação intravenosa. Como o local não realiza internações, os casos mais graves, de desidratação severa, estão sendo encaminhados aos hospitais. 

Segundo o prefeito Júlio Cezar, o problema está relacionado à perfuração de poços aleatoriamente e ao consumo de água sem tratamento. Ele destaca que uma série de ações de prevenção e fiscalização será iniciada para evitar o que aconteceu há três anos, quando várias mortes por diarreia foram registradas no município.

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"Há uma busca desenfreada por água na cidade e na zona rural e isso pode desencadear o que aconteceu há três anos. Vamos fiscalizar colocar cloro nos carros-pipa, distribuir hipoclorito. Já temos vários casos na UPA e nos postos e não queremos a mesma experiência negativa que tivemos há três anos".

Os casos estão sendo registrados tanto nos povoados, que lidera em quantidade, quanto na zona urbana - onde a maioria dos doentes se concentra nos bairros São Francisco e Vila Maria. Uma reunião na quinta-feira com representantes da Prefeitura, da Casal e da Secretaria de Saúde discutiu a questão. 

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Abastecimento

Já na parte de abastecimento a Casal prometeu entregar, dentro de 30 dias, o sistema que vai captar água do poço de sucção da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Estrela de Alagoas e aduzir a água até o povoado de Canafístula. Isso aliviaria o abastecimento na zona urbana de Palmeira. 

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Segundo o presidente do órgão, Clécio Falcão, de forma emergencial também foi ampliada a quantidade de carros-pipa para atender a zona urbana. Atualmente são seis, mas agora serão dez. A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) também autorizou a perfuração de cinco poços.

Uma análise da água consumida pela população também deve ser realizada pela Prefeitura, tanto dos poços perfurados quanto da entregue pelos carros-pipa. As medidas decididas na reunião serão enviadas para o Ministério de Relações Institucionais, em Brasília, que vai avaliar a situação.

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