Brasília 247 - A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado, Ana Rita (PT-ES), classificou como “graves” e “destrutivas” as declarações do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O pastor disse que antes dele a comissão era "comandada por satanás".
Na abertura da 5ª reunião extraordinária da Comissão nesta quarta-feira 3, a senadora disse que, por “cautela”, até agora havia evitado fazer comentários públicos sobre o assunto, mesmo quando foi tomada por “perplexidade”.
"São declarações e atitudes que instigam o preconceito, o racismo, a homofobia e a intolerância. Todas absolutamente incompatíveis e inadequadas para a finalidade do Poder Legislativo", ressaltou a parlamentar.
Ana Rita explicou que decidiu manifestar a sua posição neste momento por entender que “tudo tem limites”. Além de ser, acrescentou ela, a resposta de uma representante do Senado à grande repercussão das reações contrárias e da polêmica em torno da postura do deputado “dissociada dos direitos humanos”.
"Considero que o quadro atual da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é de extrema gravidade, pois coloca em sérios riscos a ação de uma instituição de alta importância para os avanços da democracia e dos direitos humanos", enfatizou.
Ana Rita concluiu afirmando que, enquanto presidente da CDH do Senado Federal, apoia “todas as mobilizações e protestos” por parte de “toda liderança, entidade, segmento ou cidadão que se sentir agredido”.
Depois da polêmica declaração vir à público, a ex-presidente da Comissão na Câmara decidiu pedir investigações junto à Mesa Diretora. Para a deputada Iriny Lopes (PT-ES), houve quebra de decoro parlamentar, e o pastor feriu a "honra e imagem" dos colegas, além de ter "faltado com respeito" à imagem da Câmara. O pedido foi protocolado nesta terça-feira 2.
** Com informações da Agência Senado

Comentários
Comentários em "Para Ana Rita, "postura de Feliciano é inadequada""
Os comentários aqui postados expressam a opiniãodos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247
247 faz apelo por debate responsável na internet