A economia não está fora da rota como querem fazer crer muitos especialistas em suas análises catastrofistas. E a poupança cresce apesar dos cortes na Selic
Um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, foi anunciado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, na última semana. A taxa que estava em 8,5% desde maio passou a 8,0%, confirmando a direção da política monetária adotada pelo governo brasileiro. Desde agosto do ano passado, a Selic sofreu sete cortes consecutivos e, se confirmada nova redução em mesmo patamar prevista para agosto, a taxa deverá encerrar 2013 em 8,5%, portanto menor que a projeção anterior, que previa o encerramento em 9%.
As reduções na Selic fazem parte da estratégia das políticas do governo federal para reacelerar a atividade econômica e enfrentar os inescapáveis efeitos da crise financeira internacional. Com inflação sob controle, cujo índice deve encerrar o ano em 4,85%, conforme projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), espera-se que a nova queda nos juros seja capaz de estimular o crédito e o consumo.
Mas o governo está atento e sabe que o crescimento só virá com atuações assertivas em outras frentes, dentre as quais a mais importante hoje é a expansão dos investimentos públicos e a adoção de medidas capazes de destravar os investimentos do setor privado. A prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e automóveis, a redução do imposto para o setor de móveis e o corte do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os empréstimos de pessoas físicas, por exemplo, caminham nesse sentido.
De sua parte, o governo vem ampliando consistentemente os aportes públicos para programas centrais como o Minha Casa, Minha Vida e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que engloba inúmeras obras de logística e infraestrutura, essenciais para o desenvolvimento do país. O lançamento do PAC Equipamentos tem ainda o objetivo de agilizar as compras governamentais, dando preferência à aquisição de produtos da indústria nacional. A aprovação das medidas provisórias 563 e 564, que tratam do Plano Brasil Maior, pelo Congresso Nacional, abrem espaço para mais incentivos à nossa indústria e ampliação da capacidade de oferta de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Embora o setor privado demonstre certo pessimismo e insegurança para também fazer seus investimentos – retroalimentando estimativas negativas relacionadas principalmente aos resultados do PIB e da produção industrial até aqui – o governo está cumprindo seu papel e conclamando os bancos a aumentarem a oferta de financiamentos não só aos consumidores, mas também às empresas.
É preciso que pese também na avaliação do setor privado a consideração de que os cortes de juros já efetuados anteriormente pelo Banco Central e as medidas de estímulo à indústria lançadas pelo governo deverão surtir efeitos cumulativos no segundo semestre, impactando positivamente a atividade econômica.
A economia não está fora da rota como querem fazer crer muitos especialistas em suas análises catastrofistas. O governo mantém os eixos de cortes da Selic, tem o câmbio sob controle e, no máximo, reorienta a rota para conter os efeitos da crise internacional. A propósito, os depósitos em cadernetas de poupança continuam crescendo, mesmo após as mudanças na regra de seu rendimento, vinculada à Selic.
Ainda que criemos empregos um pouco abaixo da média de dois milhões ao ano, assinalada nos últimos dez anos do governo Lula, estamos em situação muito diferente da vivida pelos países ricos, como a Espanha, por exemplo, que registra taxa de 26% de desemprego entre sua população economicamente ativa.
Como vemos, as políticas colocadas em prática pelo governo tem uma orientação clara de fazer com que o plano de desenvolvimento que temos em curso não arrefeça e, com PIB maior ou menor, continue garantindo melhorias na qualidade de vida da população. Portanto, ainda que nosso crescimento confirme as projeções mais pessimistas, próximo a 2%, precisamos ressaltar que estamos distribuindo renda com aumentos reais de salários e avanços nos programas sociais, nas políticas públicas de saúde e educação, no saneamento e habitação e, principalmente, no combate à pobreza.
José Dirceu, 66, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
Comentários
22 comentários em "Economia na direção certa"
Edward Harry Finance Plc 24.07.2012 às 07:54
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Sambarilove Goiano 23.07.2012 às 07:36
ÔH PAULO CEZAR!!!!!!! PARECE QUE VOCÊ NÃO ENTENDEU, O ZÉ DIRCEU SE FUDEU E EU QUERO QUE VOCÊ SE FODA TAMBÉM PRETALHA DO CACETE!!!! E COMO SEMPRE TENHO DITO!
PAULO CEZAR 22.07.2012 às 09:16
O BRASIL DE LULA E DE DILMA HERDOU DO DESGOVERNO TUKANO UMA ALTA TAXA DE IMPOSTOS, TALVEZ A MAIOR DO MUNDO E COM UMA ALTA DÍVIDA PÚBLICA. HOJE O PAÍS É O MAIOR CANTEIRO DE OBRAS DO MUNDO ALEM DE BAIXAR IMPOSTOS E JUROS DE 42% PARA 7% DA TAXA SELIC.NO BRASIL SE CONSTRÓI NOS ULTIMOS 10 ANOS, MAIS EMPRESAS DO QUE 500 ANOS DE HISTÓRIA. AH! EU IA ESQUEÇENDO, É A SEXTA ECONOMIA MUNDIAL... KKKKKK
Jonas 22.07.2012 às 01:48
Tua hora tá chegando. Papuda ou Catanduvas? Você escolhe...
QUEM QUER INVESTIR EM UM PAÍS DESSE 22.07.2012 às 00:14
O Brasil de Lula, de Dilma do PT, sem reformas, péssimo para os empresários, tratados como Ladrão. Na Bahia, a Vulcabrás fechou 5 fábricas, por causa desses Petralhas, burros não estão vendo que empresário é para ser bem tratados, olhem para a China, India, Dubai, Singapura, Hong Kong, que tratam bem as empresas, isso sim que é crescimento. Aqui é só imposto, tributação, burocracia, e PT em escândalos.
Osvaldo Peixoto 21.07.2012 às 17:01
Descobri tuas contas nos paraísos fiscais. Vou meter a mão na grana. Ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão. Vai pro mato Zé, prá ver se o urubú te pinica.
ALON 21.07.2012 às 01:11
Zilda me desculpe, é que eu parei de ir para a igreja e também deixei de ir às sedes do PT. Agora eu assumo que sou o grande filho da puta da história não a vítima do Dirceu. Aos petistas minhas sinceras desculpas.
Furquim Verneck 20.07.2012 às 20:25
Acumulam-se as evidências de que a falta de dinamismo da indústria não será resolvida com novos estímulos à demanda agregada, não importa quão fortes sejam. Muito pelo contrário, tudo indica que tais estímulos — num quadro de mercado de trabalho aquecido — estão, de fato, agravando as dificuldades da indústria, como bem arguem, em artigo recente, Affonso Pastore, Marcelo Gazzano e Maria Cristina Pinotti. Exposta à concorrência externa, a indústria vem vendo sua competitividade estrangulada, pouco a pouco, pelo aumento do Custo Brasil. Especialmente, pela elevação sem fim da carga tributária. E aqui, sim, o governo poderia fazer muita diferença. Mas, por enquanto, não tem feito. Por pelo menos duas razões. A primeira é que um programa de redução efetiva e substancial de carga tributária seria incompatível com um ponto central e inegociável do projeto político do governo, que é a manutenção da rápida expansão do dispêndio público. É por isso que a desoneração fiscal que vem sendo feita — além de discricionária e baseada em injustificável reintrodução da tributação sobre faturamento — é tão acanhada. A segunda razão é que o governo se tem mostrado incapaz de promover a recuperação do investimento público, essencial para a redução do Custo Brasil. Muito se tem dito sobre a insolúvel paralisia dos programas de investimento do governo. Mas talvez já seja hora de adicionar às explicações usuais as deficiências que decorrem do estilo peculiar com que a presidente exerce suas funções administrativas, não obstante toda a mitologia que se construiu em torno de seus supostos talentos nessa área. Sobram evidências de que a presidente Dilma Rousseff tem cometido erros sérios na seleção de auxiliares importantes, mostra propensão desmesurada à centralização e considera eficaz manter os escalões mais altos do governo aterrorizados com a possibilidade de desgostá-la por qualquer razão. Não é preciso ser um guru da administração para constatar o óbvio. A persistência dessas práticas na cúpula do governo constitui enorme empecilho à boa gestão das políticas públicas e ao bom andamento dos programas de investimento público. Reconhecer as deficiências e ter disposição para mudar é a parte mais difícil. Mas o certo é que governo precisa corrigir o curso. Passados os próximos 19 meses, Dilma se verá na cabeceira da pista da sucessão presidencial. Dilma só tem mais 29 meses de mandato. É hora de corrigir o curso do governo Rogério Furkim Werneck.
Manoel Bandeira 20.07.2012 às 17:14
Consultoria- Brasileiros e Brasileiras, podem dormir tranquilos pois com a turma de consultores do PT (Antonio de Ribeirão, Pimentel de BH , Zé Dirceu MG e Dilma de 1,99) em breve seremos a primeira economia mundial, contando com a ajuda do Mega-investidor LULINHA.
Eu 20.07.2012 às 16:13
Não acredito que vcs dão espaço pra esse cara falar alguma coisa!!! Fala sério!!?!! Vcs não tem vergonha não?