247 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que está "abismado" com os ataques que vêm sendo feitos sobre as medidas tomadas pelo governo federal para cumprir a meta do superávit em 2012. "Estou abismado com o nível das críticas", disse Mantega em referência ao que foi chamado de "manobras contábeis" pela oposição – o empréstimo de R$ 400 bilhões a bancos federais não contabilizados como despesa primária.
"Fico estarrecido com esses raciocínios estapafúrdios. Continuamos mantendo a solidez fiscal, apesar do cenário adverso", defendeu ainda o ministro. Segundo Mantega, o governo foi obrigado a usar "válvulas de escape" devido ao baixo crescimento da economia, das desonerações e da meta fiscal frustrada estaduais e municipais. De acordo com ele, porém, tudo foi feito dentro da lei.
Nesta segunda-feira 7, o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), afirmou que o partido deverá protocolar ainda nessa semana um requerimento de convocação de Mantega e da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para que prestem esclarecimentos no Congresso sobre a tal "maquiagem". O tucano defende que o assunto é urgente, pois configura uma "alteração na política econômica com graves riscos para o país".
Antes, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) já havia proposto a convocação, afirmando que a estratégia da equipe econômica de "escamotear a realidade fiscal" terá como consequência uma "herança terrível" para o país, com aumento da dívida pública e impacto na inflação. O senador se usou de argumentos similares aos de colunistas do Globo, como Merval Pereira e Miriam Leitão.
Mais desonerações em 2013
A resposta de Mantega às críticas foi dada durante uma entrevista ao jornal Valor Econômico, pela qual anunciou que o governo pretende fazer novas desonerações de impostos em 2013, além das previstas na proposta orçamentária. Segundo ele, o cumprimento da meta do superávit depende do crescimento da economia e do que for decidido a respeito de mais desonerações. Ele está otimista quanto à situação fiscal de 2013: acredita que ela será mais "confortável", diante da previsão do mercado sobre o crescimento do PIB, superior a 3%.

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