Defendo, já de longa data, que a corrupção tem um preço direto e indireto igualmente altos para o país, e a conta chegou: ficamos para trás!
A despeito dos grandes esforços de Mantega, o Brasil não está conseguindo deslanchar.
O crescimento é inexpressivo. Estamos até mesmo atrás de países mergulhados na crise financeira global.
Com esse desempenho pífio, não dá mais para sustentar nossa posição nos BRICS.
Isso é muito triste e incompreensível, especialmente diante da proximidade da Copa e das Olímpiadas, mas trata-se de um fato.
Só posso atribuir isso (como já fiz aqui em oportunidade anterior), ao elevado nível de corrupção, impunidade e insegurança juridica.
Defendo, já de longa data, que a corrupção tem um preço direto e indireto igualmente altos para o país, e a conta chegou: ficamos para trás!
Os impasses gerados com a condenação dos mensaleiros (se perdem ou não o mandato), a posse de Genoíno, a de Renan Calheiros, o atraso e confusões nas obras da Copa e uma série de outros fatores subtraem do Brasil a seriedade necessária para alavancar o crescimento.
E não vamos crescer e nem alçar voos maiores, enquanto não fizermos as pazes com a moralidade e seriedade necessárias ao desenvolvimento.
Comentários
18 comentários em "O Brasil fora dos BRICS"
Bruno 8.03.2013 às 10:58
Quer falar de corrupção no BRICS? A China (nada democrática) mata seus próprios cidadãos quando PRECISAM se desenvolver. A Rússia é um péssimo exemplo de honestidade na política, lava o dinheiro proveniente de armas e mortes na cara dura!
Chibata 7.03.2013 às 20:29
Como reiteradas vezes disse, tem colunista que mais expressa seu desejo, que faz análise. Ou esse Tolentino já é da Veja ou pretende chamar a atenção dela. Olha eu sou um bom rola bosta, viu?
Tursi 7.03.2013 às 17:10
Rárá. Um artigo ridículo. O cara que escreveu pensa que corrupção só existe no Brasil. E a Rússia cara pálida? Pelo seu critério merece ficar nos Brics? Um país dominado por máfias que ficaram com o filé das estatais enquanto o povo passava fome, e que continuam a mandar no país. E a China? Onde não existe democracia, o salário consegue ser menor ainda que o brasileiro, e onde as elites ficam cada vez mais ricas e a desigualdade cresce. De todos os Brics o Brasil é o único que está diminuindo com consistência a desigualdade, mas para o autor somente ele é corrupto e o único que deve cair fora.
Emilson 7.03.2013 às 17:02
Será que só a indústria crescer 5,7% de janeiro para fevereiro não conta?
Alex Mendes 7.03.2013 às 05:10
Quer dizer que saímos de uma dívida de 40 Bi com FMI e uma inflação de 13% em 2002 para agora estarmos com quase 400 bi de reserva e uma inflação de aproximadamente 6% e mesmo assim estamos desacreditados ? ... mesmo pagando metade do juros que a Italia e a Espanha pagam nos seus "bounds". Quem é este cara?
BHG 6.03.2013 às 22:15
Não creio que o cara esteja mesmo afirmando que o Brasil sairá do BRICS. Acho que ele apenas fez um link entre economia e corrupção. É uma forma provocativa para chamar a atenção para um assunto realmente sério. Normal...
Não entendi nada 6.03.2013 às 19:24
Não entendi nada que esse cara escreveu.
cvilela 6.03.2013 às 17:36
Todo rola-bosta torce para que o pais se ferre. È isso aí.
Norival Noronha 6.03.2013 às 13:35
Se Jim O´Neil fizesse a seleção de países HOJE, utilizando os mesmos critérios de 2001 (que incluíram o Brasil), não entraríamos no grupo. Se a África do Sul foi incluída posteriormente, da mesma forma é tecnicamente possível nossa exclusão, o que seria um desastre. Eu concordo que nossa presença no BRICS (descontado peso econômico potencial e as relações diplomáticas já estreitadas), está delicada. Não acho que "sairemos" do BRICS, mas devemos sim pensar seriamente sobre, especialmente a respeito da condução econômica como vem sendo feita. Se Dilma só se limitar ao social, ignorando a importância dos mais abastados, assustará o capital privado. A corrupção e insegurança jurídica tem sim peso considerável que arrefece o crescimento do país. Ignorar isso é tapar o Sol com a peneira. Talvez por isso o autor nem se ocupou de estender o assunto.
zuza do jegue 6.03.2013 às 13:32
Pat,paises não são governados apenas por economistas(ainda bem)apesar das exceções. Esta questão de Pibão(parece palavrão)pibinho,tem lá a sua importancia.Mas a coisa não deve resumir-se ao PIB. Veja o caso da China e como a população está lá.Não houve quase avanços no IDH,distribuição de renda, embora o PIB chinês seja sempre referência em comparativos com o nosso.Creio que ,inclusive devia se adotar ,ao invés de IDH, o IF.(Índice de Felicidade)Quero ver o povo feliz,embora isto possa deixar os frios economistas frustados...