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Padilha deve prolongar licença e pode não retornar

LULA MARQUES

Embora Eliseu Padilha tenha declarado que pretende continuar no governo de Michel Temer, sua permanência como ministro da Casa Civil torna-se cada vez mais difícil, depois das revelações do empresário e melhor amigo de Temer, José Yunes, de que serviu de "mula" de Padilha no recebimento de um pacote de dinheiro em seu escritório; assessores de Temer acreditam que ele prolongará sua licença – inicialmente programada para até 6 de março – para dar tempo a Temer; PGR deve pedir abertura de inquérito e sua permanência se tornou insustentável

Fim de Temer está mais próximo

"A saída de Eliseu Padilha, ocorrida apenas três meses depois da queda de Geddel Vieira Lima, coloca o isolamento político de Michel Temer no nível da calamidade", avalia Paulo Moreira Leite; para o jornalista, "o debate sobre a sucessão antecipada de Temer ganha corpo e velocidade em Brasília, estimulando uma operação vergonhosa destinada a manter a escolha de seu substituto pelo Congresso, aquele mesmo financiado e organizado pelo suíço Eduardo Cunha"; de acordo com PML, "mais do que nunca é hora de debater a emenda que obriga a convocação de eleições diretas, para permitir que o país retorne a democracia"