247 – O Brasil é a 6ª maior potência econômica do mundo, a frente até do Reino Unido, e um dos principais líderes emergentes globais. Mesmo assim, a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos pouco interessa aos americanos. O encontro com Barack Obama não mereceu uma linha no Washington Post. O termo « Brazil » só aparece em uma matéria de basquete. Já no The Hill, fala apenas sobre um possíve diálogo entre os dois presidentes sobre uma parceria em energia.
O motivo do desinteresse dos jornais talvez seja a falta de uma agenda que avance as relações entre os dois países. Esta é a primeira visita oficial de Dilma aos Estados Unidos, mas a presidente viaja sem propostas concretas nas mãos.
No Huffington Post, a última notícia sobre o Brasil é de quatro dias atrás. A matéria fala do mal estar dos EUA em relação ao Brasil dada nossa relutância em apoiar sanções contra a Síria e o Irã – o que, segundo a publicação, teria contribuído para o cancelamento inesperado do fornecimento de 20 aviões Super Tucano pela Força Aérea dos Estados Unidos.
O motivo do desinteresse dos jornais talvez seja a falta de uma agenda que avance as relações entre os dois países. Esta é a primeira visita oficial de Dilma aos Estados Unidos, mas a presidente viaja sem propostas concretas nas mãos.
Os Estados Unidos foram durante décadas o principal parceiro comercial do Brasil, mas acabaram ultrapassados no início do ano passado pela China, que hoje é o maior destino das exportações brasileiras. Nos últimos anos, o país se afastou dos americanos ao se atrelar a governos que se posicionam à margem da ordem global, como Cuba, Venezuela e mesmo Irã.
Como destacou o jornalista Andre Araújo, deveria constar na agenda um acordo de longo prazo sobre o etanol, além de uma parceria para pesquisa de novas fontes de energia, de desenvolvimento de carros elétricos. Outro campo fundamental é o da defesa, as Forças Armadas brasileiras precisam de no mínimo 50 bilhões de dólares de novos equipamentos para colocá-las em linha próxima ao grupo dos BRICs. Uma parceria com os EUA nesse campo seria lógica e reforçaria o peso diplomático do Brasil.
Comentários
31 comentários em "Mídia dos EUA ignora visita de Dilma a Obama"
FHC VAGABUNDO 10.04.2012 às 15:41
GENTE,ASSIM NÃO DÁ,ASSIM NÃO DÁ,SÓ PORQUE GOSTO DE FUMAR UM BASEADINHO TODOS ME AGRIDEM,ASSIM NÃO DÁ,ASSIM NÃO DÁ,HI,HI,HI...
sonia souza 10.04.2012 às 07:19
Essa situação – aparentemente surrealista – começou a se tornar matéria frequente, repetida e uníssona na mídia que, antes, em boa parte, fazia eco aos proclamos do “nunca antes”. Basta ligar a televisão, basta abrir jornais e revistas. E é o que procurarei demonstrar. “O Brasil demorará até 20 anos para ter padrão de vida europeu”, diz o ministro da Fazenda – o mesmo do governo anterior… “Custo de vida no Brasil supera o dos Estados Unidos”, quando medido em dólares sobre o PIB dos 187 países membros conforme o FMI, a quem emprestamos dólares… Enquanto isso, o governo pagou em junho do ano que passou, R$ 15,8 bilhões só para pagar a dívida pública do país, que anda rondando os dois trilhões de reais ! “Mais que o PIB da Inglaterra nós, brasileiros, já temos. Pena que renda per capita igual só daqui a 20 anos”, acrescenta manchete do dia seguinte. “Impostos ‘comem’ 40% do salário do brasileiro” : o que não é para menos, já que contamos, como nunca antes, com 63 impostos nas três esferas da Federação. Mas, em compensação, segundo dados publicados ontem, entre os países pesquisados pela ONU, fomos classificados em último lugar quanto ao retorno desses impostos em serviços públicos oferecidos à população. E, em matéria de IDH – Índice de Desenvolvimento Humano (saúde, segurança, educação) – ficamos classificados em um honroso 84º lugar. E, para bancar o sistema elétrico brasileiro, deveremos pagar, nós os contribuintes, R$ 19 bilhões a mais, em 2012, na conta da luz, do que o fizéramos no ano anterior. No Rio Grande do Sul, a indústria apresentou índices pífios de desenvolvimento, recuando até mesmo com relação a determinados meses de 2011. A manchete: “Atividade industrial gaúcha não dá sinais de retomada”, segundo a Fiergs. Pesquisa demonstra a insatisfação dos usuários do sistema de saúde do SUS. O índice de 61% declara-o ruim ou péssimo, continuando as filas, que o ex-presidente afirmou terem desaparecido; e o atraso no atendimento de cirurgias ultrapassa os 12 meses, ou mais, em reiteradas situações demonstradas pela tevê. Pelo que se vê, realmente, nunca houve antes um país como este: mas a responsabilidade, sublinhe-se, não cabe toda à atual senhora presidente – que ainda deve à nação um sério e consistente plano de realizações em nossa infra-estrutura absolutamente defasada (estradas, portos, esgotos…) -, mas às carências na administração de seu criador. O próprio PAC – por falta de projetos e planejamento adequados – continua ancorado na burocracia e não aplica sequer 20% das verbas que lhe foram destinadas no ano eleitoral e no corrente. E este fora o carro-chefe da propaganda da então candidata…
Fabrizio Guinzani 9.04.2012 às 23:44
POR NELSON DE SA (Folha de São Paulo - 09/04/2012) Sinceramente não sei onde o 247 quis chegar com essa pseudo matéria, vendo o post da Folha abaixo, observa-se totalmente o contrário do informado pelo portal 247, fala sério né!!! O “Wall Street Journal” noticia a viagem de Dilma Rousseff aos EUA com a reportagem “EUA buscam um aliado no Brasil” depois dos atritos com Lula. Mas “persiste o potencial para momentos de tensão”, com possíveis críticas à política monetária americana. Já o “Financial Times” publica, no editorial “Ms. Rousseff vai a Washington”, que “as relações entre as duas maiores economias do hemistério americano são as melhores em muito tempo”. Ela quer que Obama “faça o que fez para a Índia e abrace as aspirações do Brasil de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança“. Para o jornal, “Mr. Obama seria sábio de prosseguir nessa veia” e o custo político do apoio, junto a vários críticos, seria algo que “vale a pena pagar, pelo sinal maior que daria” _de que os EUA ainda apoiam a reforma na governança global, apesar da indicação de mais um americano ao Banco Mundial. Também em editorial, intitulado “O novo Brasil”, o “Miami Herald” diz que os líderes de EUA e Brasil devem”cimentar relação mais forte”. Anota que, “para o Sul da Flórida, nada importa mais [no diálogo entre ambos] do que o esforço do governo Obama de facilitar o processo de visto para turistas brasileiros“. Encerra criticando o antiamericanismo de Lula, que inviabilizou a associação de livre comércio com os EUA (Alca), e dizendo que “o futuro do Brasil está com as democracias ocidentais, não com ditaduras como Irã, Cuba _e China, aliás”. Artigo de Moises Naim, ex-ministro venezuelano do comércio, hoje no think tank americano Carnegie, defende no “FT” um acordo comercial EUA-Brasil, mas anota que mais uma vez “nada importante vai acontecer” na visita, parte de “uma história de oportunidades perdidas”. Sob o título “Um deficit de respeito entre EUA e Brasil”, Peter Hakim, do think tank Inter-American Dialogue, de Washington, vai pela mesma linha no “Los Angeles Times”, mas com maior esperança de que a visita “prepare o palco para acordos econômicos significativos entre as duas nações que há muito negligenciam a necessidade de uma relação robusta”. Com enunciado quase igual ao do editorial do “FT”, “Rousseff vai a Washington”, trocadilho com o filme “Mr. Smith Goes to Washington”, a “Time” diz que os países tentam superar diferenças, mas “a verdade é que os EUA ainda estão tentando compreender se o Brasil é um aliado ou um rival“. E a revista “Economist” registra interesses e diferenças, destacando: O Brasil provavelmente nunca foi tão importante para os EUA quanto agora. Os EUA provavelmente nunca foram tão pouco importantes para o Brasil. O “Politico”, influente em Washington, traz artigo dos presidentes dos lobbies Câmara de Comércio dos EUA e Conselho de Negócios Brasil-EUA, cobrando que “chegou a hora de uma parceira mais ousada”, cujo “enorme potencial está claro para a comunidade empresarial”. O “Politico” traz ainda artigo dos diretores do lobby Americans for Tax Reform, dizendo que a Califórnia não é mais a oitava economia do mundo, ultrapassada pelo Brasil, e cobrando que os democratas Obama e Jerry Brown, o governador californiano, tirem restrições à exploração de petróleo _em vez de importar do pré-sal brasileiro. O tema é o que mais movimenta Washington, com o concorrente do “Politico”, “The Hill”, noticiando que a “parceria energética” no pré-sal é prioridade no encontro de Obama e Dilma. Ao fundo, o “Boston Globe” noticia que o governador de Massachusetts, o democrata Deval Patrick, se prepara para receber Dilma, que vai assinar acordos com as universidades locais MIT e Harvard. Patrick registrou outros acordos em pesquisa agrícola, da University of Massachusetts-Amherst com a Embrapa, e tecnológica, da UFRJ com a EMC Corp.
LORRAINE 9.04.2012 às 22:27
OH!É MESMO?TEMOS ISSO TUDO DE GRANA?QUANTA DIFERENÇA DA ERA FHC VAGABUNDO QUE O FMI VINHA AQUI E CAGAVA NA BOCA MORFÉTICA DE FHC VAGABUNDO,HI,HI,HI,ALIÁS,FHC VAGABUNDO SEMPRE FICOU DE 4 PÉS PARA OS EUA E O FMI,HI,HI,HI...COMO ERA INTELIJUMENTO O INTELECTUALÓIDE FHC VAGABUNDÓIDE QUE QUEBROU O PAÍS 3 VEZES COM CRISEZINHAS DE MERDA NA MALÁSIA E MÉXICO,HI,HI,HI...
sonia souza 9.04.2012 às 19:33
GENTE COMO TEM ANALFABETOS NESSE FORUM SE O BRASIL TIVESSE BEM A DILMA IRIA PEDIR AJUDA AOS EUA?EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA? EUA É O BAM BAM DO MUNDO, SÃO DONOS DO BIRD BID E FMI, QUE ALIÁS O BRASIL NUNCA TOMOU TANTO EMPRÉSTIMOS LÁ COMO NOS ÚLTIMOS ANOS DO PETE NOSSA BALANÇA COMERCIAL TEMOS 250BILHÕES DE DOLLARES, DE TÍTULOS AMERICANOS, QUE NOS CUSTA APENAS 50 BILHÕES DE REAIS POR ANO A DÍVIDA PÚBLICA DO FHC FOI DÍVIDAS DOS SEUS ANTECESSORES, JÁ OS 2.500 TRILHÕES DO LULA É INEXPLICAVE, POIS HOJE O BRASIL ARRECADA 4 VEZES MAIS QUE 10 ANOS ATRAZ,POIS O CRÉDITO DO MUNDO DOBROU DE 30 TRILHÕES DE DOLLARES PARA 60 TRI, OS AMERICANOS JOGARAM NOS ULTIMOS ANOS MAIS DE 60 TRILHÕES DE DOLLARES, O MUNDO COM FHC CRESCEU 24%, E O BRASIL 19,7%,JÁ NA ERA LULA O MUNDO CRESCEU 80% E O BRASIL APENAS 32%, ATRAZ ATE DE PAIS AFRICANO COMO HAITI E AFRICA DO SUL EM GERAL. O GOVERNO DO PT DESINDUSTRALIZOU O PAÍS AOS ANOS DE JK, ESTAMOS EXPORTANDO ESSENCIALMENTE PRODUTOS BÁSICO,PRINCIPALMENTE PARA EUA, QUE EM 2002 ERA 67$ HOJE ESTÁ EM TORNO DE 40% DE BENS MANUFATURADOS.JÁ A CHINA EXPORTA HOJE 200 VEZES MAIS QUE O BRASIL E ASSIM SE TORNANDO A SEGUNDA POTÊNCIA MUNDIAL, JÁ O BRASIL SO SUBIU DE POSIÇÃO PEL QUEDA MOMENTÃNEA DOS RICOS,MAS SEGUNDO PESQUISAS EM 2050 O BRASIL SE TORNARÁ SÉTIMA ECONOMIA(VIDE GOOGLE ESTADAO)
Jornada 9.04.2012 às 18:52
Soninha (será a Francini), minha filha, quanto é que tu tá levando pra defender Yanke Imperialista, queridinha? Tu num tem vergonha de pagar esse mico não? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
sonia souza 9.04.2012 às 17:14
Taxa de desemprego dos EUA fica em 8,2% março Houve uma leve queda de 0,1 ponto, o que deixou A taxa de desemprego nos EUA caiu para 8,2% em março, de 8,3% em fevereiro, e foi menor do que a previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, que previam que a taxa permaneceria em 8,3%. BRASIL ESTÁ COM MAIOR TAXA DE DESEMPREGO QU OS AMERICANOS, MAS A MIDIA FALADA ESCONDE,COMO SEMPRE,VCS ACHAM QUE A DILMA ESTÁ DESESPERADA ASSIM PORQUE, PORQUE ELA AMA OS AMERICANOS::FAZ ME RI,ELA SABE QUE O LULA DETONOU O NOSSO PAIS!!
sonia souza 9.04.2012 às 17:07
Estudo realizado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) em seus 187 países-membros colocou no papel o que tod@s nós já estávamos sentindo na prática: o custo de vida no Brasil está fora da realidade. E para se ter uma ideia disso, viver por aqui está mais caro que nos EUA. O que é estranhíssimo, pois países emergentes costumam ter custo de vida mais barato que os países desenvolvidos – com exceção para aqueles onde a hiperinflação destrói o poder de compra da população, o que não é mais o nosso caso. Os países desenvolvidos geralmente têm produtos baratos (em sua maioria) e serviços caros. Isso porque os preços dos produtos tendem a convergir internacionalmente em economias abertas. O que pega aí são os impostos de importação. Como muita coisa que compramos vem de fora, morremos na mão da alfândega e na ganância dos importadores. Já os serviços no chamado primeiro mundo costumam pesar porque os salários, que têm participação significativa nessa atividade, são bem maiores. O Brasil produziu um estranho fenômeno de salários de terceiro mundo e custo de vida de primeiro. Do corte de cabelo à educação, da oficina mecânica à cerveja do fim de semana… Está tudo pela hora da morte.ESSE É O BRASIL DO PETE!!
sonia souza 9.04.2012 às 17:02
Taxa de desemprego sobe para 10,1% em fevereiro, aponta Dieese 28/03/2012 - 10h45 Marli Moreira Repórter da Agência Brasil São Paulo - A taxa de desemprego subiu para 10,1% em fevereiro nas sete regiões metropolitanas pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Em janeiro a taxa foi 9,5%. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), houve uma elevação de 137 mil pessoas no total de desempregados estimados em 2,248 milhões. A maior alta ocorreu na região metropolitana de São Paulo, onde a taxa subiu de 9,6% para 10,4%. No entanto, se comparado a fevereiro do ano passado, a taxa foi 1,9% menor Também foi constatado um avanço no Distrito Federal (de 9,5% para 10,1%); em Belo Horizonte (de 11,5% para 12,9%); Fortaleza (de 8,1% para 8,5%); Porto Alegre (de 6,5% para 7%). Já em Recife e Salvador o índice manteve-se estável em 11,9% e 15%, respectivamente..
sonia souza 9.04.2012 às 16:51
Pobreza americana é mais rica do que a brasileira Maioria das famílias consideradas pobres nos EUA tem ar-condicionado em casa, micro-ondas e pelo menos um carro do que a brasileira Maioria das famílias consideradas pobres nos EUA tem ar-condicionado em casa, micro-ondas e pelo menos um carro Quando se pensa nos EUA, a imagem que vem à cabeça é normalmente de riqueza. Prédios altos, muitas lojas e cenários de filmes. Trata-se, afinal, da maior economia do planeta. Mas a verdade é que o povo americano nunca foi tão pobre. Pelo menos não oficialmente, desde que o país passou a realizar o Censo, 52 anos atrás. Cerca de 2,6 milhões nos EUA passaram da classe média para baixo da linha de pobreza só em 2010. E o Censo mostra que o ano passado foi o terceiro, consecutivo, em que a taxa de pobreza aumentou (passou de 14,3% da população para 15,1%). Mais de 46,2 milhões são considerados pobres no país com o mais alto PIB do mundo. Cerca de 15,4 milhões vivem em extrema pobreza. Tudo isso é resultado da recessão que atingiu o país dois anos atrás e que deixou como legado uma alta taxa de desemprego, acima de 9%, entre outros fatores. A pobreza americana, porém, é muito diferente da latino-americana. Uma pesquisa da Fundação Heritage, utilizando os dados levantados pelo próprio Censo, aponta que, entre as famílias consideradas pobres nos EUA: Nos EUA, consideram-se extremamente pobres aqueles cuja renda anual não chega a US$ 10 mil (ou US$ 833 por mês - R$ 17.589 e R$ 1.465, respectivamente). Uma pessoa é considerada pobre se sua renda anual não chegar a US$ 11.334 (ou US$ 944 por mês - R$ 19.965 e R$ 1.663, respectivamente), enquanto uma família de quatro pessoas é considerada pobre se a renda familiar anual não chegar a US$ 22.314 (ou US$ 1.860 mensais - R$ 39.306 e R$ 3.276, respectivamente). No Brasil, uma família com essa renda é considerada classe B, ou seja, a classe média tradicional. Se fossem usadas as medidas americanas no Brasil, metade da população seria considerada pobre