Odebrecht se cala, mas critica 'deduradores'

Questionado, durante sessão da CPI da Petrobras em Curitiba, se firmaria acordo de delação premiada, o presidente da Odebrecht respondeu que "para alguém dedurar, precisa ter o que dedurar" e citou, como um segundo ponto, "a questão do valor moral"; ele exemplificou que, se tivesse que separar uma briga entre suas filhas, criticaria mais quem dedurou do que quem cometeu o fato; o executivo explicou que responder às perguntas dos parlamentares seria uma "excelente oportunidade" de se "defender publicamente", mas que as respostas fazem parte de sua estratégia de defesa; Marcelo Odebrecht, que está preso, disse ainda que uma conversa sua com Lula é "provável e mais do que natural"

Questionado, durante sessão da CPI da Petrobras em Curitiba, se firmaria acordo de delação premiada, o presidente da Odebrecht respondeu que "para alguém dedurar, precisa ter o que dedurar" e citou, como um segundo ponto, "a questão do valor moral"; ele exemplificou que, se tivesse que separar uma briga entre suas filhas, criticaria mais quem dedurou do que quem cometeu o fato; o executivo explicou que responder às perguntas dos parlamentares seria uma "excelente oportunidade" de se "defender publicamente", mas que as respostas fazem parte de sua estratégia de defesa; Marcelo Odebrecht, que está preso, disse ainda que uma conversa sua com Lula é "provável e mais do que natural"
Questionado, durante sessão da CPI da Petrobras em Curitiba, se firmaria acordo de delação premiada, o presidente da Odebrecht respondeu que "para alguém dedurar, precisa ter o que dedurar" e citou, como um segundo ponto, "a questão do valor moral"; ele exemplificou que, se tivesse que separar uma briga entre suas filhas, criticaria mais quem dedurou do que quem cometeu o fato; o executivo explicou que responder às perguntas dos parlamentares seria uma "excelente oportunidade" de se "defender publicamente", mas que as respostas fazem parte de sua estratégia de defesa; Marcelo Odebrecht, que está preso, disse ainda que uma conversa sua com Lula é "provável e mais do que natural" (Foto: Gisele Federicce)


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Paraná 247 – O presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, disse nesta terça-feira 1º aos integrantes da CPI da Petrobras que não pode responder às perguntas sobre as acusações contra a empresa referentes à Operação Lava Jato porque elas fazem parte de sua estratégia de defesa.

"Sempre estive à disposição da mídia, dos deputados, da Justiça. Prestei depoimento junto ao Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente, neste momento, no que tange ao processo criminal em andamento, já que as testemunhas ainda estão sendo ouvidas, espero que entendam essa situação", disse o empresário.

Em algumas declarações, no entanto, Odebrecht criticou 'deduradores', em referência aos envolvidos no esquema que firmaram acordo de delação premiada. Questionado se firmaria colaboração premiada com a Justiça, respondeu: "para alguém dedurar, precisa ter o que dedurar". Ele citou ainda a "questão do valor moral" como um "segundo ponto". "Só dedura quem tem o que dedurar. Independentemente disso, tem a questão dos valores numa questão como essa", declarou.

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Questionado se concordava com sua prisão, uma vez que teria se colocado à disposição da Justiça, Marcelo Odebrecht disse: "Minha vontade de responder é muito grande, mas essa questão em especial fará parte de nossa defesa". Em outra ocasião, afirmou: "esta seria uma excelente oportunidade de me defender publicamente", ressaltando, em seguida, que não teria como expor os detalhes.

Odebrecht definiu como "provável e mais do que natural" uma eventual conversa sua com Lula, seja como presidente ou como ex-presidente. "Você está falando de uma das maiores empresas que transitam em todos os setores do País", justificou. O executivo disse ter fé de que a companhia sairá dessa "ainda mais fortalecida". "E espero que continuaremos a levar o nome do Brasil afora", afirmou.

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O executivo contou aos deputados que não tinha conhecimento da íntegra das acusações contra ele e contra sua empresa. Perguntado se, mesmo assim, os procuradores haviam lhe oferecido a oportunidade de firmar um acordo de delação premiada, ele respondeu: "sim, na primeira conversa". Antes de ser dispensado da sessão, Marcelo Odebrecht lamentou não ter podido contribuir com os deputados.

Abaixo, reportagem da agência Reuters a respeito:

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Marcelo Odebrecht descarta delação e diz ser "provável" ter falado com Lula e Dilma sobre Petrobras

(Reuters) - O empresário Marcelo Odebrecht, preso no âmbito da operação Lava Jato, descartou nesta terça-feira em depoimento à CPI da Petrobras fazer um acordo de delação premiada ao dizer que não vai "dedurar" pessoas no processo, e disse que ser "provável" que tenha conversado com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a petroleira.

Indagado por um parlamentar da comissão sobre um possível acordo de delação premiada, o empresário disse que para "dedurar é preciso ter o que dedurar", acrescentando que tem valores morais contrários a entregar as pessoas.

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"Primeiro, para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar. Esse é o primeiro fato. Isso acho que não ocorre aqui. Segundo, acho que é uma questão de valor moral", afirmou.

No depoimento, o empresário disse ainda que provavelmente teve "conversas republicanas" com a presidente sobre a estatal. A respeito de Lula, disse ser "provável e mais do que natural" terem falado a respeito da petroleira.

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"Você está falando de duas das maiores empresas brasileiras, que têm uma relação muito forte em diferentes setores, e é provável que se eu encontrar com uma amigo, um empresário, um político, qualquer um, venha à tona o tema Petrobras e o tema Odebrecht", disse o executivo a parlamentares em Curitiba, onde está preso há quase três meses por acusações de envolvimento em esquema bilionário de corrupção.

"É mais do que natural e provável que com qualquer pessoa esse tema venha. Não me lembro especificamente de nenhuma conversa específica, mas é provável", acrescentou.

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Marcelo Odebrecht é uma das figuras empresariais e políticas de maior destaque envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobras, no qual empreiteiras superfaturaram obras em troca de pagamento de propinas.

O empresário se recusou a responder diversas perguntas de deputados alegando que o conteúdo constará de sua defesa contra as acusações, às quais disse não ter tido acesso total até o momento.

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Segundo ele, a Odebrecht tem sofrido durante o processo deflagrado pela Lava Jato, mas permanece firme.

"Não resta a menor dúvida que nesse processo todo que existe, obviamente, a empresa sofre. Projetos eventualmente não são iniciados", disse.

"Mas fora a questão de que poderíamos estar gerando muito mais empregos ou preservando muito mais empregos, eu posso garantir que a empresa continua absolutamente sólida.

(Texto de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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