Marília Arraes: PSB pode estar arrependido de ter apoiado Aécio

Vereadora do Recife e prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos diz que partido "pode agora estar um pouco arrependido, porque é difícil ser oposição. Nós fomos oposição no último governo de Miguel Arraes. Só que nem todo mundo é Arraes para conseguir a firmeza de governar um estado do Nordeste, que é um estado pobre, que ainda está crescendo, assim na oposição"; Marília Arraes (PSB), que foi de encontro ao PSB ao apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, disse também que não pretende deixar a legenda

Marília Arraes
Marília Arraes (Foto: Paulo Emílio)


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Pernambuco 247 - A vereadora do Recife e prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, Marília Arraes (PSB), avalia que o PSB pode estar arrependido de ter apoiado Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais. "O PSB pode agora estar um pouco arrependido, porque é difícil ser oposição. Nós fomos oposição no último governo de Miguel Arraes. Só que nem todo mundo é Arraes para conseguir a firmeza de governar um estado do Nordeste, que é um estado pobre, que ainda está crescendo, assim na oposição", disse Marília.

Marília, que é neta do ex-governador Miguel Arraes, disse, nesta quarta-feira (29), em entrevista à Rádio Jornal, que o PSB agora tende a avaliar uma reaproximação com o PT. "Acho que o PSB daqui pode até fazer o ensaio de se aproximar do PT, sim. Só que eu não sei se o povo vai aceitar. Porque o povo já se chocou muito nesse segundo turno com o apoio do PSB a Aécio. E marcou muito a história política de Pernambuco", ponderou a socialista. As duas legendas, que já mantiveram uma aliança histórica, romperam quando Campos, que faleceu em um acidente aéreo em agosto deste ano, lançou sua candidatura à Presidência da República.

Marília, que desde o início se mostrou contrária ao lançamento de uma candidatura própria pelo partido acabou rompendo com a legenda em junho em função de uma série desentendimentos internos. Na disputa estadual ela apoiou a postulação do senador Armando Monteiro Neto (PTB) contra o candidato dos eu partido, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara. Em níve nacional, ela não apoiou a candidatura de Aécio Neves, a despeito do PSB e da família Campos estarem no palanque tucano. "Pernambuco deu um grande recado para o Brasil e um grande recado para quem ganhou o Governo do Estado", alfinetou Marília. No segundo turno, Dilma ganhou as eleições em Pernambuco com mais de 70% dos votos válidos.

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Segundo a vereadora, ela não pensa em deixar o partido apesar da rusga interna. "Não é de minha vontade sair do PSB. Até porque eu contribui muito mais para a construção do partido, desde minha juventude, dos meus 17 ou 18 anos. Contribui para a construção do partido junto com meu avô, Miguel Arraes, e, posteriormente, na minha própria militância política. E muito mais do que muitos que se dizem líderes agora do partido, que quatro, cinco ou oito anos atrás a gente não sabia nem onde era que estavam", disse. 

Apesar disso, ela adiantou que caso o partido continue a discriminá-la a possibilidade de ingressar em um outro partido não está descartada. "Agora, se continuar a perseguição e a discriminação do partido que eu venho sofrendo, obviamente que eu vou precisar sair do partido. Mas não vai ser algo que eu vá fazer por minha livre e espontânea vontade", ressaltou. 

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