Brasil 247

O seu jornal digital 24 horas por dia, 7 dias por semana

Greve faz Dilma rever direitos dos servidores

Greve faz Dilma rever direitos dos servidores Foto: LÚCIO TÁVORA/AGÊNCIA ESTADO

Pressionada pela crise da PM na Bahia, que ameaça contagiar mais oito Estados, a presidente desengavetou um projeto da época em que era ministra da Casa Civil. Texto prevê que as paralisações sejam aprovadas por pelo menos dois terços da categoria e obriga manter 40% do efetivo público

08 de February de 2012 às 08:49

247 – Pressionada pela greve da PM na Bahia e pela ameaça de contágio em mais oito Estados, Dilma Rousseff desengavetou projeto de lei que disciplina o direito de greve de servidores públicos e exige que o governo seja comunicado com antecedência mínima de 72 horas na paralisação de atividades "inadiáveis de interesse público".

O projeto foi preparado pela Advocacia-Geral da União em 2007, mas parou na Casa Civil, que, então comandada por Dilma Rousseff, não levou a proposta adiante. Ele prevê que a deflagração de greves de servidores públicos seja aprovada por pelo menos dois terços da categoria. Hoje, na Bahia, a paralisação é liderada por uma associação que só representa 2 mil dos 32 mil PMs. E a assembleia da categoria só poderá ser convocada dez dias após o envio da pauta de reivindicações à autoridade competente.

O texto inclui segurança pública entre os 19 serviços considerados "inadiáveis de interesse público", em que o estado de greve deverá ser declarado com antecedência mínima maior, de 72 horas. E a proposta limita a paralisação a 40% dos servidores de um órgão.

Ontem, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm-Sindicato) do Rio Grande do Sul anunciou o início de uma operação padrão. No dia 15, PMs e bombeiros ameaçam entrar em greve no Espírito Santo. Líderes da PEC 300 (que aumenta o salário de policiais e unifica os pisos pelo País) informaram que Minas também já enfrenta focos de reclamação da categoria.

No Rio, policiais e bombeiros marcaram uma assembleia para hoje e podem definir greve a partir de amanhã. Isso apesar da tentativa do governo de adiantar reajustes para evitar mobilizações. Levada ontem a Assembleia, a proposta foi considerada insatisfatória por associações e representações de classe, recebeu 78 emendas e saiu de pauta.

Líder do PSDB baiano, legenda que abriga o líder da paralisação, o deputado Antônio Imbassahy diz que o governo federal, "ao assumir a negociação na Bahia, da forma como foi feito, convocou os policiais de outros Estados a aderir ao movimento".

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o Congresso está disposto a rediscutir o direito de greve. Mas reiterou que não vai pôr em votação a PEC 300. (A reportagem é do Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta matéria

comentários para “Greve faz Dilma rever direitos dos servidores”

  1. Cabral 9.02.2012 às 22:11

    Agora é uma boa pergunta, um politico de Brasilia comentou em reportagem que a aprovação da pec não resolve o problema da segurança, e a aprovação do reajuste de 60% no salario deles resolveu o problema da corrupção entre eles??? E ainda estão recebendo valores altissimos retroativo a auxilio moradia de anos passados, e bem passados, e o PM pode ficar morando em favelas, onde sao os pm's que estao na ponta da lança no combate aos criminosos, e com os salarios que recebem teem que viver em comunidades praticamente dominadas pelos criminosos que eles colocam na cadea, isso é praticamente suissidio... Fica ai essa deixa...

  2. Eros Alonso 8.02.2012 às 09:42

    Quem nao quer trabalhar e fazer greve tem o direito de fazer. Ninguém é obrigado a trabalhar sem querer. Demitam, mas não tentem proibir porque a Lei, se a fizerem, será rasgada.PM deve mesmo exigir salário decente pelo relevante serviço que presta.Mas que há interesses políticos há. O Estado quer dominar a Sociedade toda. Foi criado pAra servir a Sociedade e não se servir dela.Quem paga salários de reis para juízes, deputados e senadores, tem que pagar salário justo, honesto e decente aos funcionários públicos em geral.O sujeito ganha 30mil por mês e quer julgar quem reclama de ganhar 2 mil por mês. Isso é de uma imoralidade tremenda.Façamas Leis que o povo as rasga se a Lei se divorciar da Justiça.

  3. paulo roberto 8.02.2012 às 08:38

    todas as categorias são importante,os policias e bombeiros militares se tonaram escravos deste que se disseram no passados amantes dos dereitos humanos PT,PSDB,PSB todos os patidos deste pais quando é pra matar ,bater abusar pra campanha deles pode ,tem dinheiro pra mordminhas ,copa olipiadas altos salarios deles e dos cargos comicionados os assaltos das obras e projetos o povo tem acordar e se empor pois o pratrão é ele ,vejam os ganhos de empresas de quem tá nos governos brasil a fora,ou é chagado de algum politicos uo de sua familia ,a fachada,

  4. paulo roberto 8.02.2012 às 08:37

    todas as categorias são importante,os policias e bombeiros militares se tonaram escravos deste que se disseram no passados amantes dos dereitos humanos PT,PSDB,PSB todos os patidos deste pais quando é pra matar ,bater abusar pra campanha deles pode ,tem dinheiro pra mordminhas ,copa olipiadas altos salarios deles e dos cargos comicionados os assaltos das obras e projetos o povo tem acordar e se empor pois o pratrão é ele ,vejam os ganhos de empresas de quem tá nos governos brasil a fora,ou é chagado de algum politicos uo de sua familia ,a fachada,

  5. Rodrigo 8.02.2012 às 08:05

    O projeto que Dilma quer aprovar é tão vergonhoso quanto o PSDB liderar uma greve de fachada só para atingir o Governo Petista. O pior é que a Dilma com atitudes despóticas como esta só está fazendo o que a tucanada quer. Que a polícia, assim como professores, bombeiros e outras tantas categorias recebe um salário ridículo é inegável, entretanto, fazer greve com pleitos de fachada si=omente para buscar ganhos políticos é abominável. É levar a luta de classes para o nada (exatamente o pior dos objetivos tucanos)

  6. jaime 8.02.2012 às 06:41

    Ou seja, só pode fazer greve aquele cujo serviço é tão desimportante que se parar, ninguém nota. Agora a presidente quer que as greves sejam feitas de tal forma que ninguém note a greve; bem, pra quem acabou de agir como se fosse tucana, não é de surpreender.

Deixe seu comentário