Tiro da CPI em Marconi virá junto com o mensalão

O relator da CPI do caso Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), e o vice-presidente Paulo Teixeira (PT-SP) já anteciparam a decisão: irão propor o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo, no relatório de agosto; acusações contra tucano irão dividir as atenções com o julgamento do mensalão, no STF

Tiro da CPI em Marconi virá junto com o mensalão
Tiro da CPI em Marconi virá junto com o mensalão (Foto: Agência Senado/Divulgação)


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247 – No dia 2 de agosto, terá início, no Supremo Tribunal Federal, o “julgamento do século”, quando os réus do mensalão começarão a ter seu destino definido pelos ministros da suprema corte. Na mesma época, outro escândalo irá rivalizar pelas manchetes dos principais jornais. Trata-se do pedido de indiciamento, que será apresentado pelo relator da CPMI do caso Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), contra o governador de Goiás, Marconi Perillo. Curiosamente, Marconi foi um dos protagonistas do mensalão, sete anos atrás, ao dizer que havia alertado o ex-presidente Lula sobre o problema. Lula jamais esqueceu – e jamais perdoou.

O relator Odair avalia que a reportagem da revista Época do fim de semana lhe dá elementos para já propor o indiciamento de Marconi – opinião compartilhada pelo vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT/SP). De acordo com a reportagem, ancorada num documento da Polícia Federal, os pagamentos que o ex-vereador Wladimir Garcez fez pela compra da casa de Marconi em Goiânia, por R$ 1,4 milhão, coincidiram com liberações de recursos do Estado de Goiás para a empreiteira Delta. O governo de Goiás, por sua vez, argumenta que todos os fornecedores do Estado recebem suas faturas em dia e que seria má-fé relacionar os pagamentos na esfera pública a uma transação privada. Além disso, assessores de Marconi sustentam que a reportagem de Época reforça a versão que vem sendo contada pelo governador desde o início da crise: a de que a casa foi vendida para Wladimir Garcez.

As avaliações divergem, mas o pedido de indiciamento apresentado pelos deputados Odair Cunha e Paulo Teixeira terá pouco efeito prático. Isso porque o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça pedido para que sejam investigados os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por suas supostas relações com o bicheiro Carlos Cachoeira. Ou seja: a investigação ocorreria com ou sem o pedido de indiciamento.

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A diferença é o efeito midiático. Na guerra política entre PT e PSDB, as acusações contra Marconi Perillo dividirão espaço nos jornais e telejornais com o julgamento do mensalão. Por isso mesmo, assessores do governo de Goiás argumentam que tudo não passa de retaliação, por Marconi ter colocado em risco, em 2005, o mandato de Lula, com suas declarações.

No relatório da CPMI, Odair Cunha e Paulo Teixeira farão também outras vítimas, de menor estatura, como o governador tucano Siqueira Campos, de Tocantins, e o prefeito petista Raul Filho, de Palmas, capital do Estado. Agnelo Queiroz não será citado. O alvo maior, depois da cassação de Demóstenes Torres, é mesmo Marconi.

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