Nas gravações, que a imprensa não mostra, há chiliques de Cachoeira por não conseguir exercer influência na administração goiana
Goiás vivencia a maior e mais odiosa perseguição política de sua história. Meses a fio de apuração, dezenas de pessoas com ligações telefônicas interceptadas, trinta mil horas de gravações e o alvo preferencial da chamada Operação Monte Carlo e seus desdobramentos no Congresso Nacional e na imprensa é o governador Marconi Perillo, que aparece em uma única gravação, ainda assim trivial e corriqueira.
Essa perseguição odiosa não é apenas contra o governador Marconi Perillo. É também contra a população de Goiás, que produziu um governador com a coragem suficiente para alertar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva da existência do mensalão, este sim o maior e mais nocivo esquema de corrupção da história brasileira, marcado pelo envolvimento de parlamentares e ministros de governo. Sim, a perseguição contra o governador Marconi Perillo, as acusações sem provas, as conclusões precipitadas e as manchetes sensacionalistas plantadas por aliados de Lula nada mais é do que a retaliação do ex-presidente e do lulo-petismo contra a coragem do governador em denunciar o esquema do mensalão, de prestar um serviço a Goiás e ao País. Denúncias que o Ministério Público Federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário não apenas investigaram, mas comprovaram e transformaram no processo de milhares de páginas e 38 réus, entre eles o ex-ministro e ex-presidente do PT José Dirceu.
A ofensiva para tentar macular a honra e o trabalho do governador Marconi Perillo também vem em boa hora para os petistas: o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário do Brasil, iniciará o julgamento do processo do mensalão no próximo dia 2 de agosto, portanto às vésperas das eleições municipais. Assim, Lula e seus asseclas avaliam e seguem firmes no propósito no insuflar o Congresso Nacional e a imprensa contra o governador de Goiás na tentativa de jogar uma cortina de fumaça sobre o verdadeiro esquema de dilapidação do erário da República: o mensalão de Lula.
E tudo isso à revelia de fatos, evidências, grampos e vídeos verdadeiramente comprometedores, como as imagens que mostram o deputado federal goiano Rubens Otoni e o prefeito de Palmas, Raul Filho, ambos do PT, negociando valores com o contraventor Carlos Cachoeira. Ou ignorando a profunda e até agora não esclarecida relação do Grupo Delta e seu presidente, Fernando Cavendish, com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e sua administração. Ou ainda a forte presença da empreiteira em prefeituras goianas, caso de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Catalão, todas elas governadas por aliados do magnânimo Lula.
Afinal, por que a CPI do Cachoeira no Congresso faz vistas grossas para o fato de que a Delta iniciou suas atividades em Goiás a partir da Prefeitura de Goiânia, durante a gestão de Iris Rezende? Por que ignora as fortes evidências de beneficiamento da construtura pela gestão irista, revelada no inquérito da Monte Carlo através da movimentação de recursos e contratos efetuada pelo ex-presidente da Comissão de Licitações, Fábio Passaglia? E por que a CPMI não quer apurar as razões que levaram a Delta a ampliar de R$ 100 milhões para R$ 1 bilhão sua participação em contratos e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), período que coincide com "consultoria" prestada pelo ex-ministro, mentor e chefe do mensalão José Dirceu.
Já contra Marconi não há sequer uma prova. O governador já esclareceu a venda da casa de sua propriedade em Goiânia, mas a CPI do Congresso e os aliados de Lula insistem em retomar o assunto, como sempre sem provas, com argumentos fantasiosos, delirantes e ludibriosos. Em 30 mil horas de gravação, há apenas uma conversa entre o governador e o senhor Carlos Cachoeira, para cumprimentá-lo pelo seu aniversário. Usam isso para sustentar o pífio argumento de que são amigos. As mesmas gravações em que sobram gritos, protestos, chiliques de Cachoeira e do então senador Demóstenes Torres contra suas tentativas frustradas de exercer influência na administração de Marconi. Isso está lá, registrado. Por que a imprensa a serviço de Lula e do lulo-petismo não mostra?
Ao final e ao cabo, a conduta de Lula e seus seguidores em nada pode nos surpreender. O ex-presidente nunca escondeu sua completa ojeriza ao contraditório, a opiniões e teses que não sejam as suas. Também nunca sequer se enrubesceu ao defender os aloprados dos dossiês mentirosos ou os operadores do mensalão. Por isso, seu ranço vingativo também não tem limites, a ponto de tentar cooptar ministros do Supremo Tribunal Federal a adiar o julgamento do mensalão para concentrar toda sua fúria contra o governador Marconi Perillo. O povo de Goiás não merece tamanho achincalhe.
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Paulo de Jesus é presidente do PSDB de Goiás
Comentários
62 comentários em "Lula e seu desejo de vingança contra Goiás"
Konstantin 25.07.2012 às 21:59
Esse texto, penso eu, não foi escrito pelo tal Paulo, parece peça da executiva nacional tuCANALHA. Ele por certo não deve ter essa capacidade de deselaboração.
Marcelo de Souza 25.07.2012 às 15:15
Veja como esta o abandono do estado de Goias. Perilo esta acabando com esse estado, só não vê quem não quer. Lula só ajudou esse estado com verbas federais nas áreas de educação, saneamento, segurança pública, saúde e etc. O problema é que Perilo esta roubando tudo o que pode. Não há nada pior que o PSDB não pode piorar!
comerciante 25.07.2012 às 11:29
Por que será que meus clientes de Goiás reclamam que está vendendo pouco, um paradão no comércio, enquanto para outros estados não tem essa reclamação? Uns falam que a Delta deixou alguns negócios,ou seja, foi expulsa de alguns negócios do governo federal. Será?
Daniel Alves 25.07.2012 às 10:50
Vingança contra Goiás é boa! kkkk!!! Um cidadãozinho presidente de um partido sujo como esse, tanto como o PT mesmo vem com uma dessas. Marconi tem que ser extirpado da política goiana, só uma idiota desse para dizer uma asneira. Sou goiano e quero Perillo longe da política goiana, por que vejo que ele faz mal a administração de Goiás.
Luis 25.07.2012 às 07:27
Este imbecil seria capaz de perdoar a esposa se pegasse ela dando pra dois negões na própria cama. Quanta inocência, Xessus! O que importa não são os chiliques que ele deu por não conseguir se infiltrar, e sim o contrário. Bastaria uma vez que ele conseguiu sucesso junto ao governo pra mandar toda essa corja suja do PSDB de Goiás pros infernos.
Caio Junco 24.07.2012 às 17:36
Perguntas para a família Marinho: O bicheiro carioca Anísio Abraão David não foi preso num apartamento comprado dos herdeiros da Rede Globo? Já que está em voga especular as relações do Cachoeira com Perillo, por que a revista Epoca não faz uma matéria sobre esse episódio?
JC 24.07.2012 às 14:19
Goiás e seu povo são muito maiores que Marconi Perillo. Não tente fazer o governador de vítima. Se tem alguém sofrendo por tudo isso, é o Estado e o povo de Goiás.
HORACIO 24.07.2012 às 13:28
TAMBÉM VIAJEI POR MUITOS ESTADOS NÃO VI TANTOS DESRESPEITOS QUE ACONTECE EM GOIÁS, PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO AO BARULHO. AS CIDADES DO INTERIOR NINGUÉM TEM SOSSEGO COM TANTO SOM AUTOMOTIVO. EM GOIÂNIA, EXISTEM CARROS QUE POUCO VALE O QUE MAIS VALE É O SOM AUTOMOTIVO... É O ESTADO DO SOM AUTOMOTIVO E DOS SURDOS...
obelman 24.07.2012 às 13:19
Quem poderia trazer tamanho ódio a um homem escolhido dentre muitos para levar a luz à escuridão. Se ele, vende a Celg é para o bem dos goianos. Se ele, em associação com uma construtora espanhola, é para o bem do povo de pirineus. Se ele, tem um nobre representante de goiás cassado injustamente é para o bem dos goianos...
João Rodrigues 24.07.2012 às 13:14
Goiás É UMA MERDA... fui residente em Caldas Novas por longos anos e vos asseguro de que, pelo menos em caldas, Goiás é sucursal do inferno...aquí não se respeitam as leis federais .... é absolutamente comum automóveis , com caríssimos chamados som automotivo, transitar pelas ruas do município sem a menor consideração com os moradores, com o som no mais alto volume a acordar a todos que precisam descançar a noite,fazendo vibrar os vidros das janelas e basculantes, e de dia, em frente a hospitais, hotéis, escolas sem o menor respeito pelo semelhante... o som de tão alto acionam os alarmes dos carros estacionados nas garagens... e a polícia desconhece que o incomodar o sossego está capitulado em Lei e se fazem de surdos...é fácil imaginar o que acontece com a atividade política e com os políticos daquele estado que se diz civilizado .