Aécio Neves é um mero peão nesse xadrez jogado pelo complexo industrial militar, pelo petrolífero, pelo químico etc. E repete como um papagaio as receitas funcionais aos interesses desses "complexos"
A lenga-lenga aeciana deste 30/07/12 fala do emprego. Como de hábito, ele pega dados de alguma instituição e os dispõe de forma burocrática, para diretamente ou nas entrelinhas, indicar suas pseudo-soluções.
Desta vez, foi o estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho denominado "Perfil do Trabalho Decente no Brasil".
A leitura desatenta do texto de Aécio poderia levar à enganosa conclusão de que ele estaria preocupado com as discrepâncias históricas que permanecem na qualidade do emprego (incluindo aí as diferenças salariais) para mulheres, negros e negras, idosos e idosas etc.
Porém, se sua prédica vem disfarçada disso, sua receita é a promessa não cumprida do tal livre mercado: criem-se marcos regulatórios, infraestrutura e políticas públicas estruturantes, que o capitalista gera os empregos dos quais a sociedade precisa. Já faz mais de 200 anos que essa promessa dorme nas páginas das obras dos precursores, notadamente, Adam Smith.
Ao final, Aécio renova seu pacto com o diabo: a "agenda interrompida" em 2002 com a vitória de Lula deve ser retomada para que o paraíso dos empregos seja criado no Brasil. As reformas tributária, trabalhista e a previdenciária estão no topo dessa agenda suspensa.
É aí que a "porca torce o rabo".
A dita "agenda interrompida" foi precedida de atos bem concretos: o fator previdenciário, em 1999, sinalizou na precarização da aposentadoria. A multiplicação das terceirizações no serviço público e seu uso no setor privado para barateamento de custos, seguidos de queda na qualidade dos produtos e serviços orfertados, é apenas uma mostra do que viria numa reforma trabalhista. Isso, sem falar nas ameaças de fim do 13º salário, da desoneração da folha de pagamentos, em desfavor dos trabalhadores, da diminuição da licença maternidade, dentre tantas mazelas a serem jogadas nas costas de trabalhadores, que apareciam como solução aos entraves à geração de empregos.
O mundo assistiu a uma brutal desregulamentação das regras de contratualização do trabalho nos últimos 30 anos. Tudo exatamente na linha da doutrina das religiões do mercado: liberem tudo e o capital garante o emprego. Balela.
As jornadas de trabalho foram intensificadas com o advento de novas tecnologias, com a "liberdade" de se levar tarefas para casa, com o uso das cooperativas e associações de trabalhadores como mecanismo de desvio de obrigações trabalhistas e previdenciárias. Cresce o "trabalho autônomo", não como sinônimo de virtudes empreendedoras individuais, mas como forma única de acesso às remunerações cada vez mais precárias etc. Perspectivar carreiras profissionais, tanto no setor público, quanto no privado, tornou-se uma quimera.
Aécio Neves é um mero peão nesse xadrez jogado pelo complexo industrial militar, pelo petrolífero, pelo químico e farmaecêutico, pelo automobilístico, minerador, bancário, alimentício etc. E repete como um papagaio as receitas funcionais aos interesses desses "complexos".
O estudo ao qual ele se refere é resultado de um esforço iniciado no governo Lula. Nada tem a ver com o período FHC, que não poderia nunca decifrar os enigmas da precarização do trabalho em sua era.
Vale a pena acessar o trabalho mencionado no site da OIT
Rogério Correia é deputado estadual e líder da bancada do PT em Minas Gerais
Comentários
18 comentários em "O emprego de Aécio"
cimiTedacib 10.05.2013 às 19:21
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igor 24.01.2013 às 09:11
AECIO NEVES VIADO, VAGABUNDO, FILHO DA PUTA!
Libertas Quae Sera Tamen 3.08.2012 às 14:49
O Aécio (Joaquim Silvério dos Reis - ops!!)... é somente um fantoche (Dicionário diz: Pessoa que fala e procede conforme vontade alheia; autômato, títere). Quem manda (e mama - ops!!) é a tarrr de Andreia (D. Maria I, a Censora Louca) NEVERRRR!!
Norton Soares Fernandes 3.08.2012 às 12:26
Muito engraçado estes caras do PT. Eles tentar acabar com tudo o que não foram eles que fizeram. O maior bandido que já rondou este pais chama-se Lula. Nunca trabalhou, a vida inteira promoveu greves e é rico. Todos os brasileiros poderiam seguir o exemplo do Lula. Vamos todos cortar uma unha do dedo e aposentar mamando nas tetas do governo e virar líder sindicar e ficar milhhonários com ele. Excelente exemplo. Vamos todos fazer igual ao Lula, e quando alguém reclamar, basta dizer que nunca viu, não sabe de nada. E ainda tem gente que vota neste pilantra.
petralhada 3.08.2012 às 11:04
Esse cara que comenta aqui embaixo é o maior filho de uma puta. Fica com essas risadinhas HIHIHI. Sim, você consegue irritar, petralha filho de uma puta. Aliás, o Aécio é um grande cheirador de pó, vem a Florianópolis festejar e cheirar tudo que pode, além de ser corno. A petralhada, entretando, é mais filha da puta que o cheirador Aécio.
ZÉ SERRA FILHO DE PUTA 3.08.2012 às 10:05
AGORA SIM,TEREMOS O MENSALÃO DO PSDBOSTA,HI,HI,HI,ESTAMOS SECOS EM FHC VAGABUNDO,SERRÓQUIO E AÉCIM NARIZIM NERVOZIM E ALCKIMIN,SEGURA SÉRGIO GUERRA,HI,HI,HI______________Lançamento do Privataria I em Porto Alegre (foto Divulgação) por Luiz Carlos Azenha A sequência do livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., será dedicada à lista de Furnas, informou o repórter hoje de manhã, por telefone. A lista trata de um suposto esquema de arrecadação para financiar campanhas eleitorais dentro da estatal durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Pelo esquema, fornecedores de Furnas teriam sido beneficiados com contratos em troca de doações. O esquema teria sido chefiado por Dimas Toledo, ex-diretor da empresa. A arrecadação, de quase 40 milhões de reais, teria abastecido campanhas de vários partidos. Colunista do jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, através do qual divulgou ontem trechos da denúncia do Ministério Público Federal sobre o caso, Amaury disse que dispõe “de dez mil páginas de documentos” que resultaram da investigação feita pela Polícia Federal, inclusive com interceptações telefônicas. Segundo Amaury, o conjunto de provas demonstra a autenticidade da lista, sempre contestada pelo PSDB: 1. A perícia oficial comprova a assinatura de Dimas Toledo no documento; 2. Demonstra que não houve montagem; 3. Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça mostram que o lobista Nilton Monteiro, acusado de tentar falsificar o conteúdo ou de usar o documento para fazer chantagem política, sempre tratou a lista como sendo verdadeira; 4. A investigação identificou empresas doadoras citadas na lista; 5. Roberto Jefferson admitiu ter recebido, em dinheiro, a quantia atribuída a ele no documento, de 75 mil reais. Politicamente, a confirmação do conteúdo da lista deixaria claro que o PSDB operou um sistema parecido com aquele pelo qual petistas serão julgados a partir desta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal, no caso do chamado mensalão. Ou seja, caixa dois para financiar campanhas e azeitar alianças políticas (na lista de Furnas, doações teriam sido feitas a candidatos do PMDB, PP, PTB, PL e PFL, além do próprio PSDB, visando a campanha de 2002). No chamado mensalão, o PT alega que abasteceu o caixa dois utilizando dinheiro de empréstimos em bancos privados. A acusação, no entanto, diz que o partido usou operações fraudulentas em associação com o publicitário Marcos Valério para desviar recursos públicos. No caso da lista de Furnas, a leitura da denúncia do Ministério Público Federal não livra de todo o PT (ver íntegra abaixo, disponibilizada por Amaury, via e-mail). Roberto Jefferson, em seu depoimento, narra tratativas com o então ministro José Dirceu para manter Dimas Toledo no cargo de diretor de Engenharia, Planejamento e Construção de Furnas. Teriam acontecido em 2005. No depoimento, Jefferson disse que negociava a permanência de Dimas no cargo em troca da arrecadação mensal de R$ 1,5 milhão, que seriam divididos entre PT e PTB. Segundo ele, o projeto fracassou quando foi deflagrado o escândalo do chamado mensalão. Dimas Toledo se afastou do cargo depois da entrevista-denúncia que Jefferson deu, em 2005. À época, Dimas Toledo negou o relato de desvios do petebista. Ao confirmar que recebeu os 75 mil reais que aparecem atribuídos a ele na lista de Furnas, Jefferson deu credibilidade ao documento mas entrou no rol de denunciados. Por conta do livro Privataria Tucana, Amaury e a Geração Editorial — que lançou o livro — são processados pelo ex-governador José Serra, agora candidato à Prefeitura de São Paulo. Serra chamou o livro de “lixo”. Privataria Tucana vendeu 120 mil exemplares.
bruno passos 3.08.2012 às 09:19
O apoio de vários comentaristas demonstra como o déspota das Alterosas, que se disfarça como playboy carioca continua enganando bem. Quanto ao artigo: irretocável. Parabéns Deputado e conte com nosso apoio. Respeitosamente.
João Paulo 2.08.2012 às 23:26
Ao contrário do PT são os tucanos que estão aliados com o Newton Cardoso em Contagem.