247 – Apesar de negar que pode voltar à disputa pela presidência da República em 2014, o ex-presidente Lula continua influente no governo federal e, em alguns casos, chega a ser decisivo. É o caso dos trabalhadores, meio onde há consenso de que havia mais diálogo com o setor na gestão do antecessor do que na atual, de Dilma Rousseff. O último embate entre as duas partes é a MP dos Portos, que trará grandes mudanças no setor sob protesto dos trabalhadores e que Lula passa agora a tentar intervir para ajudar as centrais sindicais.
Em reunião com as maiores entidades trabalhistas em São Paulo, Lula afirmou aos presidentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Wagner Freitas, e da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que conhece de perto as dificuldades dos estivadores. O ex-presidente afirmou também que não pode permitir que o governo retire seus direitos e prometeu às centrais que irá intervir na briga pra mediar um acordo.
O ex-presidente criticou ainda a atuação da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que vem mediando o assunto entre governo e o setor trabalhista. Segundo o petista, a ministra tem enfrentado problemas na condução da medida provisória e conhece pouco do assunto. Lula prometeu ser o intermediador de um acordo que não traga prejuízos ao setor trabalhista, cujos protestos apontam para uma situação pior nas contratações de operários nos portos brasileiros.
Lula pedirá a atenção de Dilma para a marcha a Brasília, agendada pelos sindicatos para o próximo dia 6 e que deve ser o maior protesto do setor contra a MP. Na segunda-feira passada, os trabalhadores fizeram uma paralisação de seis horas em 36 portos de 12 estados. Outra greve estava marcada para esta terça-feira 26, mas foi suspensa após um acordo com o governo.
Críticas à MP
A MP que trata da modernização dos portos brasileiros tem sido muito criticada pelos sindicalistas. Quando se reuniram com a ministra Gleisi Hoffmann, representantes de trabalhadores do setor pediram ao governo federal mais discussão sobre as mudanças introduzidas pela medida provisória, entre elas a concessão de terminais para a iniciativa privada e a forma na contratação de empregados. Os sindicatos afirmam que haverá um grande prejuízo para a classe trabalhadora e para o comércio do País (entenda o caso).

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