América latina

Cepal alerta para aumento da pobreza extrema na América Latina

O secretário executivo da Cepal insistiu na necessidade de criar mecanismos para garantir um nível de bem-estar e renda em tempos de incerteza

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(Foto: Gisele Federicce)


247 - A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (Cepal) alertou nesta quinta-feira (24) que até o final de 2022 os níveis de pobreza chegarão a 32,1%, enquanto os de extrema pobreza chegarão a 13,1% na região, informa a Telesur.

Nesse sentido, cerca de 201 milhões de pessoas estarão na pobreza, enquanto pelo menos 82 milhões viverão na pobreza extrema.

Com base nessas previsões, a entidade alertou que “os níveis projetados de extrema pobreza em 2022 representam um retrocesso de um quarto de século” para a América Latina e o Caribe.

Em relação a 2021, a pobreza geral apresenta um ligeiro decréscimo desde que atingiu o valor de 32,3 por cento; enquanto isso, o extremo mostra um crescimento de 12,9 em relação ao ano anterior.

A Cepal também informou que a pobreza na região afeta mais a população infantil, adolescente e feminina de 20 a 59 anos, bem como grupos indígenas e afrodescendentes.

O secretário executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, disse em conferência de imprensa que são necessários esforços e políticas públicas ligadas à oferta educativa, saúde, trabalho e protecção social para o contrariar.

Salazar-Xirinachs insistiu na necessidade de criar mecanismos para garantir um nível de bem-estar e rendimento em tempos de incerteza.

“Os impactos da pandemia em termos de pobreza e pobreza extrema não foram revertidos e os países enfrentam uma crise silenciosa na educação, que afeta o futuro das novas gerações”, frisou.

O responsável alertou que a pandemia gerou uma crise social prolongada, que resultou num retrocesso nos indicadores de desenvolvimento social.

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