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Com mais de 95% das urnas apuradas, vantagem de Sánchez sobre Keiko Fujimori diminui

Sánchez lidera eleição no Peru por 19,8 mil votos sobre Keiko Fujimori, com resultado ainda indefinido

Com mais de 95% das urnas apuradas, vantagem de Sánchez sobre Keiko Fujimori diminui (Foto: REUTERS)
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247 - Com 95,9% das urnas apuradas no segundo turno da eleição presidencial do Peru, o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino lidera por apenas 19,8 mil votos sobre a candidata de direita Keiko Fujimori nesta terça-feira (9), em uma disputa ainda imprevisível para definir quem comandará o país entre 2026 e 2031.

Sánchez aparece com 50,056% dos votos, enquanto Keiko registra 49,944%. A diferença entre os dois candidatos diminuiu nas últimas horas, em meio ao crescimento da votação da candidata de direita nas atas que ainda estão sendo contabilizadas.

A virada numérica de Sánchez ocorreu no início da tarde de segunda-feira (8), quando a apuração chegou a 93,9% das urnas. No começo da contagem, com cerca de 20% das urnas apuradas, Fujimori chegou a abrir 200 mil votos de vantagem, resultado influenciado pela apuração inicial das seções de Lima, capital do Peru.

Resultado final pode sair apenas em julho

O Jurado Nacional de Eleições (JNE), autoridade máxima eleitoral do Peru, informou que os resultados definitivos devem ser divulgados somente em “meados de julho”. O prazo mais longo decorre da adoção de um novo mecanismo obrigatório de recontagem em mesas que apresentaram inconsistências.

Segundo o JNE, cerca de 1 mil atas foram colocadas “em observação” e precisaram passar por nova contagem, com a presença de observadores dos partidos e fiscais. O procedimento ampliou o tempo necessário para a conclusão da apuração em uma eleição marcada por diferença mínima entre os candidatos.

De acordo com a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), mais de 92,7 mil atas compõem a eleição peruana. Desse total, cerca de 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas. Entre elas, 1,7 mil correspondem a mesas do exterior, onde Keiko Fujimori apresenta vantagem sobre Sánchez.

Até o meio-dia desta terça-feira, apenas 30,2% das atas do exterior haviam sido contabilizadas. Nessas seções, Fujimori tinha 65,4% dos votos, contra 34,5% de Sánchez, fator que mantém a disputa aberta enquanto a apuração avança para a reta final.

Disputa ocorre em meio a crise política prolongada

Roberto Sánchez e Keiko Fujimori disputam a Presidência do Peru para o mandato de 2026 a 2031. O vencedor será o nono presidente do país em dez anos de instabilidade política.

Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo Parlamento peruano, apontado no texto original como o poder de fato no país. A sequência de crises institucionais tornou a eleição mais um capítulo de incerteza no cenário político peruano.

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, perdeu as disputas de segundo turno em 2011, 2016 e 2021. A nova eleição representa sua quarta tentativa consecutiva de chegar à Presidência em uma etapa final do pleito.

Roberto Sánchez é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado após tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi alvo de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena no país.

Psicólogo de formação, Sánchez é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru e foi ministro durante o governo Castillo. Após votar em Lima no domingo (7), ele se dirigiu ao presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, e permaneceu no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.

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