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Governo mexicano analisa permitir uso de drogas não destrutivas ou com efeitos leves, como a maconha

Não há decisão final devido à falta de consenso no grupo interdisciplinar

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ARN - O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, informou que um grupo “interdisciplinar” do governo está analisando permitir o uso gratuito de “drogas não destrutivas ou com efeitos leves”, como a maconha.

No entanto, o presidente garantiu nesta quinta-feira, 31, que ainda não há decisão final devido à falta de consenso naquela equipe.

Ele explicou que essa falta de acordo se deve ao fato de que as drogas causam "danos lamentáveis", como a morte de pessoas. Ele disse que seu governo busca falar "abertamente" sobre o assunto para que a população não fique com o que as séries de televisão transmite. Nessas séries “tudo é mostrado em rosa, gangues criminosas, traficantes de drogas como belos homens e mulheres, residências, carros de última geração, joias, roupas de grife, o poder, como as autoridades se submetem, e esse é o mundo das séries, mas não se sabe dessa outra coisa que dói muito (que é) a destruição dos jovens”, disse.

"Queremos atender as causas, atender os jovens, informá-los sobre a felicidade -- se ocorre -- com o uso de drogas, dizer-lhes que é uma felicidade efêmera, temporária, que depois se transforma em infelicidade e gera muitas danos", acrescentou.

López Obrador disse que 75% dos homicídios no país estão ligados ao tráfico de drogas.

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Drogas sintéticas

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O presidente sustentou que estão abertos a "buscar opções alternativas", mas que pensam sempre no "bem-estar do povo".

Ele expressou sua preocupação de que algumas das drogas sintéticas no país cheguem “disfarçadas” a pedido de laboratórios estabelecidos sob o pretexto de usá-las para fins médicos, “mas não é o caso”.

López Obrador fez essas declarações durante sua entrevista coletiva matinal. Uma parte foi dedicada ao combate ao narcotráfico. Ele deu a palavra ao secretário de Defesa Luis Cresencio Sandoval, que destacou que a cocaína é a principal droga que circula no México. Ele acrescentou que a maconha já não tem a mesma importância para o tráfico de drogas, porque foi legalizada em alguns países e também devido ao aumento da produção de drogas sintéticas.

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