2018, ano de luta pela democracia e soberania nacional

Oxalá, 2018 nos traga amor próprio, organização e força para mobilizar a/os indignada/os contra as conjunturas econômica, social e política e derrotar os ataques perpetrados pela camarilha amotinada do Palácio do Planalto, desde 2016

2018, ano de luta pela democracia e soberania nacional
2018, ano de luta pela democracia e soberania nacional (Foto: Paulo Pinto/Agencia PT)

Oxalá, 2018 nos traga amor próprio, organização e força para mobilizar a/os indignada/os contra as conjunturas econômica, social e política e derrotar os ataques perpetrados pela camarilha amotinada do Palácio do Planalto, desde 2016. Estamos a 30 dias da primeira pauta do novo Ano Congressual, a reforma da Previdência. Porém, ela não é a única. No rastro de destruição há privatizações criminosas, lesivas à nação e passíveis de condenação por traição ao País. Instala-se no Brasil um Estado Mínimo ultraliberal, no qual os proprietários dos meios de produção concentram mais propriedade e rebaixam ainda mais o valor da força de trabalho.

Todo cidadão, independente da ideologia, desde o que bate panela ao que come mortadela, deve se unir para combater um inimigo maior. Um golpe de Estado que isenta em R$ 1 trilhão as petroleiras estrangeiras que explorarem o pré-sal, descoberto e protegido nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). O valor da renúncia fiscal é muito superior ao alegado déficit da Previdência. O ministério de notáveis entreguistas também retirou a exigência de conteúdo nacional na cadeia de produção de petróleo. Incentiva o desenvolvimento econômico e tecnológico da indústria naval de outros países e lá cria empregos, enquanto desemprega no Brasil e o atrasa tecnologicamente.

A elite terceiro-mundista brasileira trata o País como uma eterna colônia. Vivemos uma época de extrema concentração do poder financeiro. Os EUA não são mais ricos que nenhuma das 50 corporações mais ricas do planeta. São a essas corporações que o Brasil está sendo entregue, como se fosse propriedade da elite subserviente. É uma atávica apropriação dos espaços. O enfrentamento será duro. Está em jogo a soberania de decidir como e para quem esta nação deve se desenvolver. Para os brasileiros ou para o mercado financeiro dos países centro de poder?

Correios, Sistema Eletrobras, BNDES, Banco do Brasil, CEF, entre outras, são empresas estratégicas para um necessário Estado Ampliado, num país cujo passivo histórico de uma escravidão mal acabada e muito mal explicada, que terminou há 129 anos e duraram 400, ainda está longe de se pagar. Além de rico energeticamente, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Ainda há fome no país onde água e sol são abundantes e a gigantesca área agricultável é de gentil fertilidade. Porém, apenas em 2012, durante o segundo governo do PT, foi que o Brasil saiu do Mapa da Fome, índice monitorado pela ONU, desde 1990.

Começamos 2018 muito bem. Já há um consenso entre os quase 210 milhões de brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, 70% não querem a privatização da Petrobras e 67% acham que privatizar as estatais gera prejuízo para o País. A tarefa agora é mobilizar para colocar todo esse índice de opinião nas ruas. No momento, a melhor estratégia é o enfrentamento nas bases, onde moram os deputados federais e senadores. Por ondem andarem, no Estado e pelos municípios, esses parlamentares devem ser lembrados da vontade popular e informados de que, caso votem a favor a reforma da Previdência e da entrega do patrimônio brasileiro, não voltarão em 2018.

A população também já sente os efeitos da reforma trabalhista. Desde que aprovada, em novembro, já foram fechados cerca de 12.300 postos de trabalho formais. A/Os trabalhadora/es foram demitidos para serem recontratados com menos direitos e salários menores. Mais de 1000 professores universitários foram demitidos e recontratados em condições piores. Empregados de uma grande rede de supermercados foram demitidos porque reclamaram direitos, enquanto lanchonetes e restaurantes, por meio da modalidade de contratação de trabalho intermitente, pagam R$ 4,50 a hora.

Para derrotar o golpe, é fundamental a formação de comitês populares que podem e devem germinar entre os vizinhos de uma rua, ganhar o bairro e as instituições. A cada dia, está mais clara para a população a fraude do impeachment da presidenta Dilma Rousseff para assentar no poder uma camarilha a serviço do mercado financeiro internacional. Graças ao poder das redes sociais, as contradições e os crimes do consórcio golpista, formado pelos poderes do Estado, órgãos de fiscalização de controle, parte da imprensa, interesses internacionais e a elite brasileira, o golpe já e largamente denunciado no exterior, sendo pauta de grandes jornais e universidades.

Os golpistas estão numa encruzilhada, a rejeição a Temer chega a 100%. Já a de Lula, que até o início de dezembro passava de 45%, não para de crescer, inclusive entre as classes A/B. Há seis meses, o índice de preferência por Lula, nessas classes, era de 14%. Hoje já é de 35%. Entre os estratos com escolaridade de nível superior, já são 42%, quando, no mesmo período, eram 26%. Investiram bilhões para a execução e o estabelecimento do golpe de 2016. Tirar Lula da corrida eleitoral de 2018 é a única maneira de os interesses internacionais prevalecerem sobre os nacionais. É vital reagir à tentativa de mais um golpe dentro do golpe, e as ruas são o espaço pra a reação.

O lawfare sofrido por Lula, ou o uso das leis para prejudicar alguém, foi denunciado em países como, Inglaterra, França e Alemanha. Nesse sentido, os comitês populares, conclamados por Lula e Zé Dirceu, serão a ponta de lança da resistência articulada e organizada para combater o atraso promovido pelo golpe e para defender a democracia por meio da garantia da participação de Lula nas eleições deste ano.

Oxalá, o dia 24 de janeiro seja um encontro nacional e internacional de conscientização da urgente necessidade de ocupação das ruas, numa inarredável desobediência civil. É preciso dizer, a plenos pulmões, um sonoro não aos que ousam rasgar a Constituição e suprimir a democracia. "A minha condenação será a negação da justiça", disse Lula. Condenação sem cometimento de crime coloca toda a sociedade em risco. A partir de então, toda a qualquer pessoa pode ser condenada a partir de convicções de quem ocupa o cargo de fiscal e controlador do Estado, ou por delações premiadas. Resistir é garantir o restabelecimento da democracia, suprimida em 2016. Avante, brasileira/os.

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