22 de março, Brasil e Chile esquecidos pela Mídia

Movimentos Sociais, partidos de esquerda, sindicatos, militância e a sociedade civil protagonizaram emoção, força e desejo de liberdade. Ecoando em diversos sotaques, signos regionais, mas com o mesmo idioma que todas e todos gritavam: Não à reforma da Previdência!

22 de março, Brasil e Chile esquecidos pela Mídia
22 de março, Brasil e Chile esquecidos pela Mídia (Foto: Foto: Divulgação/RBA)

O 22 de março de 2019 escreveu mais uma página nesse livro de lutas pela proteção da democracia e preservação de direitos que desde o golpe de 2016 tem sido alvo de traidores.

A resposta popular à tentativa torpe de empurrar a reforma da Previdência que tem como principal objetivo a mitigação e extermínio de direitos que vão prejudicar principalmente as classes mais pobres e mulheres veio nas ruas, um grito que mídia vendida alguma poderá abafar.

As manifestações se estenderam pelo Brasil que gritou e deixou claro que não aceita essa violência.

Movimentos Sociais, partidos de esquerda, sindicatos, militância e a sociedade civil protagonizaram emoção, força e desejo de liberdade. Ecoando em diversos sotaques, signos regionais, mas com o mesmo idioma que todas e todos gritavam:

Não à reforma da Previdência!

Enquanto no Brasil o povo se unia contra a reforma, em Santiago, no Chile, no mesmo dia 22 de março, onde Jair Bolsonaro fez visita, uma multidão de pessoas se uniu no grande "fora Bolsonaro!" Formado por sua maioria de mulheres, movimentos sindicais, grupos LGBT e partidos de esquerda, o movimento foi covardemente atacado pela policia.

Todavia, toda essa movimentação que sacudiu os grandes centros e metrópoles do Brasil não foi noticiado nas mídias (já esperado) que trazem em sua grade a parcialidade, deturpação e quase sempre a omissão .

O amanhecer do dia 23 de março trouxe jornais com matérias forçadas que de longe se sentia a catinga do suor de quem penou para se desdobrar em não vincular em caixa alta, primeira pagina o ato que sacudiu o Brasil.

Ao contrário do amanhecer do dia 22 de março, antes do ato, quando os tabloides ironizavam a prisão de Michel Temer fazendo uma relação esdrúxula, descabida e sem sentido ao nosso eterno presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido preso politico.

Repetiram a vergonha quando desprezaram o Festival Lula Livre, que reuniu milhares de pessoas e personalidades do meio politico e artístico. Atitude chula que envergonha o jornalismo comprometido com a verdade.

Mas as imagens que correm as redes sociais, blogs e mídias progressistas ajudam o grito forte das ruas, apresentam um Brasil vivo e com gana de luta.

O interesse em aprovar a reforma da Previdência está nesses que escondem a verdade, enganam e querem fazer a manutenção de um Brasil engessado. Empresários que manipulam seus empregados, o sorriso e a fala mansa de quem tenta enganar o povo em horário nobre.

Ela, a reforma, está ai, e se aprovada, não vai acabar somente com sua aposentadoria, o pacote da previdência abrange presente e futuro, benefícios que são direitos de quem trabalhou uma vida inteira, ou que por algum tempo precisa de repouso. Benefícios de quem vive abaixo da linha da pobreza, benefícios de quem espera 12 meses para receber um abono, a destruição é contínua e vai muito além.

Lute , não se engane!

A propósito sobre a manifestação em Santiago no Chile, contra Bolsonaro, a mídia vendida mais uma vez fez seu papel: Nada escreveu! Mas quer saber, um povo digno, trabalhador, honrado e de lutas, brasileiros e chilenos não merecem ser noticiados por esta mídia golpista. Tão suja!

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