499 a 7 no Fundeb mostra futuro do país

"Ao reduzir o bolsonarismo a menos que 2% do plenário, unidade em defesa do Fundeb afirmou consciência dos brasileiros em defesa da educação pública," escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

Placar da votação do novo Fundeb, aprovado em primeiro turno na Câmara
Placar da votação do novo Fundeb, aprovado em primeiro turno na Câmara (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)
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Por Paulo Moreira Leita, para o Jornalistas pela Democracia - A primeira votação pela preservação e ampliação do Fundeb, na Câmara, mostra o caminho que deverá ser seguido  pelos representantes do povo no esforço necessário para derrotar o bolsonarismo e retomar a reconstrução do país, ameaçada pelo mais ruinoso governo de nossa história.

A decisão permitiu a preservação de uma herança política essencial. A defesa do ensino público  é uma antiga causa democrática dos brasileiros. Animava os debates políticos do país na década de 1950 e foi um dos elementos mais importantes na resistência de estudantes e professores contra o regime militar, instaurado com as idéias privatizantes trazidas pelos aliados norte-americanos dos generais. 

Obra essencial da democratização, o Fundeb é responsável por uma primeira -- e ainda insuficiente -- redução na desigualdade estrutural  que divide a juventude brasileira e compromete a construção de uma sociedade menos desequilibrada em nosso futuro.

A vitória na Câmara, que deverá ser confirmada pelo Senado, só foi possível por uma articulação política madura, na qual se construiu uma  frente única para atingir um objetivo comum.

Sem esquecer por um único momento as imensas diferenças que levaram a posturas antagônicas na história recente do país, inclusive derrotas como o golpe que derrubou Dilma, lideranças das principais fatias do espectro político votaram juntas para atingir o objetivo comum. 

O resultado foi exibir a bancada bolsonarista em sua expressão real - menos que 2% do plenário.

Numa conjuntura na qual a divisão da oposição só interessa àqueles comprometidos com a construção de uma ordem fascista, a decisão da Câmara mostra uma lição fundamental das lutas políticas de todas as épocas.  

Confirma que apenas as forças capazes de compreender as urgências e prioridades do presente podem enxergar o futuro e impedir que o país caminhe para trás.

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