A aliança espúria da Fiesp com um governo de extrema-direita

"Em mais uma demonstração de submissão a um governo saudosista da ditadura – a qual a Fiesp apoiou, financiando, inclusive, o DOI-Codi, órgão da repressão que prendeu, torturou e matou brasileiros – o atual presidente, Paulo Skaf lançou hoje, ao lado de Bolsonaro, a pedra fundamental de um colégio militar, que sela a sua aliança com o pior governo da história do Brasil", relata o jornalista Alex Solnik

Jair Bolsonaro durante reunião com Paulo Skaf
Jair Bolsonaro durante reunião com Paulo Skaf (Foto: Alan Santos/PR)
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia -   Tanto o prefeito quanto o governador de São Paulo não estão alinhados com o autoritarismo galopante do atual governo federal, apesar do que ocorreu na campanha de 2018, quando o governador se elegeu com o voto “bolsodória”.

  Um ano de governo foi o bastante para ambos perceberem que o projeto federal é incompatível com a democracia brasileira e, sem democracia, as chances de crescimento do país, do qual São Paulo ainda é a locomotiva, beiram a nulidade.

  A entidade que representa a indústria paulista caminha, no entanto, na direção oposta, rumo ao obscurantismo, à miséria dos mais pobres e à falência dos industriais.

  Em mais uma demonstração de submissão a um governo saudosista da ditadura – a qual a Fiesp apoiou, financiando, inclusive, o DOI-Codi, órgão da repressão que prendeu, torturou e matou brasileiros – o atual presidente, Paulo Skaf lançou hoje, ao lado de Bolsonaro, a pedra fundamental de um colégio militar, que sela a sua aliança com o pior governo da história do Brasil.

  Além do fato de que financiar colégios militares não faz parte dos propósitos da instituição, o episódio é uma iniciativa eleitoreira, visando alavancar a candidatura de Skaf ao governo paulista em 2022, o que também fere os estatutos da entidade.

  A aliança espúria com um governo de extrema-direita envergonha e constrange os paulistas que em 1932 tombaram na luta contra a ditadura de Getúlio Vargas e que em 1984 lideraram o maior movimento civil da nossa história que derrubou a ditadura militar de 64.

  Ao apoiar projetos de um presidente da República cujo maior ídolo foi torturador e chefe de uma central clandestina de torturas durante o regime militar, Skaf se iguala a ele e torna-se seu cúmplice, o que os  paulistas saberão repudiar quando se fizer necessário.       

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