A briga dos X-Men é nossa!​

Os mutantes estão por aí em cores e formatos diferentes, misturados entre si e tentando sobreviver em meio a tantas diferenças

Muitas vezes quando ando pelas ruas da cidade ou mesmo quando estou no metrô ou num evento qualquer me pego olhando pras diferentes gentes ao meu redor e pensando: "em que cada uma dessas pessoas é especial, diferente das outras?"

Nos últimos dias prestei ainda mais atenção nisso, principalmente depois de ter assistido o novo filme dos X-Men no cinema.
Gosto de achar lógica e aplicabilidade na ficção. Acredito no fundo verídico das histórias inventadas.

Os mutantes estão por aí em cores e formatos diferentes, misturados entre si e tentando sobreviver em meio a tantas diferenças.

Todos temos algo especial que nos torna diferenciados, sejam superpoderes explícitos ou implícitos. Todos somos heróis (ou anti-heróis) para um alguém ao menos. A Humanidade não se constitui de uma série incontável de tijolos iguais na parede, imagem eternizada por Pink Floyd. E justamente porque não somos tijolos idênticos, precisamos saber lidar com a aldeia de mutantes em que vivemos e convivemos.

Existem sim indivíduos com dons e capacidades especiais e que fazem a diferença onde chegam. Aceitá-los e tolerá-los é processo social complexo, mas possível - trate-se de entendimento da nossa engrenagem biológica e social. Entendimento de que temos constituições genéticas diferentes que nos tornam melhores em algum aspecto e piores em outros. Até o Superman tem seu ponto fraco. Todos temos. E essa é a dança da Humanidade.

A luta dos X-Men por inclusão é uma boa ilustração ficcional de como devemos proceder enquanto elementos sociais.

A "briga" dos mutantes deve ser a de todos nós.

Briga por aceitação de todos os gêneros, gostos, opções, habilidades e inteligências.

Briga por inclusão, tolerância e respeito.

Briga por felicidade e paz.

De certa forma, estamos em constante mutação nesse planeta. Se nos enxergarmos assim, a trama ficcional dos X-Men passa a fazer até mais sentido real. Passamos a aceitar intransitivamente, sem objeto direto.

Nunca fomos e nunca seremos os tijolos do muro. Somos elementos que nos completamos na diversidade sem muros.

Não tenho dúvida. A briga dos X-men é de todos nós!

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