A carne brasileira oferecida por Paulo Guedes em Davos

A voz de parte da consciência generosa do mundo dos ricos veio através de Greta Thunberg, que com sua aparente fragilidade física se contrapôs, no plano moral, à brutalidade e estupidez de Donald Trump

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Sob aplausos delirantes do representante do Globo, Merval Faria, que bem vale o jornal onde trabalha, o ministro brasileiro da Economia, Paulo Guedes, expôs à platéia mais rica do mundo, em Davos, seu plano de genocídio em curso no Brasil. O balanço do ano da economia brasileira, apresentado pelo último neoliberal que resta no mundo, levou ao êxtase, sem um único dado, os assistentes animados pela perspectiva do butim gordo. Não é metáfora. Guedes ofereceu a carne dos pobres do país ao apetite da canalha internacional.

Sua alegação de que são os pobres que provocam a degradação ambiental é infame. Já falei sobre isso ontem, mas é necessário repetir, pois a grande mídia brasileira simplesmente naturalizou a declaração. Na verdade, a elite sórdida do Brasil, nela incluídos os grandes jornais e televisões, pensa como a canalha de Davos. Esta é, essencialmente, a forma como se manifesta no mundo a chamada globalização: tudo para os ricos, nada para os pobres. Que venha a nós a maior concentração de renda da história!

A voz de parte da consciência generosa do mundo dos ricos veio através de Greta Thunberg,  que com sua aparente fragilidade física se contrapôs, no plano moral, à brutalidade e estupidez de Donald Trump. Ela falou pela alma do mundo, enquanto o reles ministro da Economia brasileiro arrastou sua insignificância pelas salas do hotel para nos oferecer ao apetite voraz do capital financeiro mundial. Coitado. Nem como vendilhão da Pátria ele presta. Diante da degradação da economia, herdada e ampliada por ele, só idiotas investirão no Brasil. 

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