A carta que a presidenta poderia enviar

Rabisquei uma cartinha que a presidenta poderia enviar a seus apoiadores, tentando amenizar as dores e as frustrações de sua base, após as concessões que o governo teve de fazer ao centro conservador do Congresso e da sociedade

Rabisquei uma cartinha que a presidenta poderia enviar a seus apoiadores, tentando amenizar as dores e as frustrações de sua base, após as concessões que o governo teve de fazer ao centro conservador do Congresso e da sociedade
Rabisquei uma cartinha que a presidenta poderia enviar a seus apoiadores, tentando amenizar as dores e as frustrações de sua base, após as concessões que o governo teve de fazer ao centro conservador do Congresso e da sociedade (Foto: Miguel do Rosário)
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Conforme prometido no post anterior, rabisquei uma cartinha que a presidenta poderia enviar a seus apoiadores, tentando amenizar as dores e as frustrações de sua base, após as concessões que o governo teve de fazer ao centro conservador do Congresso e da sociedade.

Obama, a quem devemos fazer milhões de críticas, mas não à sua habilidade de se comunicar com a exigente e complexa sociedade norte-americana, envia regularmente cartinhas a seus apoiadores, explicando os dilemas do governo.

A cartinha de Dilma poderia ser algo assim:

"Amigos, amigas, mais uma vez quero agradecer a luta de todos vocês, o esforço gigante que protagonizaram para que não experimentássemos um perigoso retrocesso político este ano.

Me esforçarei ao máximo para honrar as esperanças depositadas em mim.

Vocês sabem, porém, que enfrentaremos inúmeras dificuldades.

A oposição cresceu no Congresso e na sociedade.

Estamos realizando investigações profundas e dolorosas em nossa maior estatal.

Setores da mídia, herdeiros da ditadura, ainda tratam a informação como uma arma política.

Então temos que agir com enorme prudência, sempre tendo em vista a segurança da nossa democracia e o bem estar do nosso povo.

Sei que há muitas mudanças a fazer.

Entendo também a magnitude das expectativas em relação ao novo governo.

O seu voto foi fundamental para minha vitória. Mas agora peço-lhes outro voto, um voto de confiança.

Mesmo que não aprove algumas decisões do novo governo, algum nome no ministério, não desacredite.

O meu objetivo ainda é o mesmo que o seu: mudar o Brasil para melhor.

Nossos compromissos profundos de campanha serão mantidos.

Continuaremos fortalecendo nossos programas sociais, concentraremos esforços para melhorar a qualidade da saúde e da educação públicas, e faremos avançar as grandes obras de infra-estrutura.

Vocês podem ajudar monitorando e cobrando o governo.

Com paciência, perseverança, ousadia, ainda realizaremos juntos grandes conquistas.

Feliz 2015! Dilma Rousseff, presidente."

Do blog Tijolaço

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