A celebração da estupidez humana

Aqui mesmo, pertinho da minha casa, queimaram na noite de ontem, foguetes e sinalizadores em comemoração ao cárcere de Lula; aliás já lanço a proposta de elegermos o sete de abril como o 'dia nacional da infâmia'. Sim, é que é preciso criar uma pedagogia ou contra-pedagogia para este golpe e para os outros que virão

Aqui mesmo, pertinho da minha casa, queimaram na noite de ontem, foguetes e sinalizadores em comemoração ao cárcere de Lula; aliás já lanço a proposta de elegermos o sete de abril como o 'dia nacional da infâmia'. Sim, é que é preciso criar uma pedagogia ou contra-pedagogia para este golpe e para os outros que virão
Aqui mesmo, pertinho da minha casa, queimaram na noite de ontem, foguetes e sinalizadores em comemoração ao cárcere de Lula; aliás já lanço a proposta de elegermos o sete de abril como o 'dia nacional da infâmia'. Sim, é que é preciso criar uma pedagogia ou contra-pedagogia para este golpe e para os outros que virão (Foto: Ângelo Cavalcante)

Aqui mesmo, pertinho da minha casa, queimaram na noite de ontem, foguetes e sinalizadores em comemoração ao cárcere de Lula; aliás já lanço a proposta de elegermos o sete de abril como o 'dia nacional da infâmia'. Sim, é que é preciso criar uma pedagogia ou contra-pedagogia para este golpe e para os outros que virão; é necessário converter os múltiplos ataques e que as elites empreendem contra nós, o povo brasileiro, em ação efetiva, na criação de novas institucionalidades a marcarem por todo o sempre, as lutas nacionais por cidadania.

Já sabemos que esse não é o primeiro e de certo, não será o último golpe de nossa história; nosso dever e compromisso é portanto, com o futuro e desde já municiarmos os progressistas de agora e do amanhã com equipamentos e dispositivos teóricos e analíticos em efetivas condições de enfrentar as elites deste e de tempos vindouros.

Falava da festa e dos foguetes! Estou seguro de que eram os estampidos da imbecilidade; os zumbidos da estupidez política e que marca o comportamento das elites e micro-elites e espraiadas pelo chão brasileiro. São os sons do pior da loucura!

De certo, se esqueceram das taxas de juros; da restrição aos financiamentos; da deseconomia; da quebra geral das empresas; do desemprego; dos níveis de ociosidade das plantas industriais; de um comércio estacionário que beira a inatividade; certamente se esqueceram dos altos preços dos combustíveis, os mais altos entre os países latino-americanos; da falência plena da direita brasileira, este segmento sem discurso, conceito, proposta e candidato às eleições.

O que comemoram? Comemoram o rotundo fracasso de seu golpismo; a tragédia viva e plena do seu presidente golpista, um marionete 'bocó' nas mãos e pés de conglomerados empresariais nacionais e internacionais afeitos com o rentismo mais desbragado que se possa imaginar; na verdade desvinculado, linhas gerais, de qualquer sorte de atividade produtiva.

Foram os foguetes de sua inanição ética e moral; de sua miséria política; de sua indignidade e que, de verdade, não resiste a quinze minutos da luz do sol porque derrete e escorre para a primeira tubulação de esgoto que encontrar; celebraram a própria história. Aos sabujos caçadores de índios; aos capitães-do-mato na caça de negros teimosos e que se negavam ao tronco, a chibata e a senzala; festejavam os traidores de nossas muitas inconfidências porque queríamos, por fim, um país justo e livre.

A festa de ontem? Ora, um regalo às tropas brasileiras que em pleno sertão baiano, incendiaram o Arraial de Canudos onde sertanejos inventaram inédita sociabilidade cujas ferramentas de trabalho, terras e máquinas eram de uso comum e coletivo; terra mágica e libertária com trabalho livre, comida, água, fé e muita festa. As celebrações de ontem, feitas por ricos, bajuladores e alienados foram para o bando armado e assassino do major Curió que executou camponeses inocentes e fuzilou guerrilheiros já prisioneiros e desarmados nas barrancas do Araguaia; foi para a sevícia assassina do delegado Fleury, um monstro que tinha orgasmos de alegria ao torturar estudantes, padres e militantes sociais.

A celebração de ontem foi a anti-festa poque rendeu 'vivas' à morte; um pleno desespero de uma gente que não sabe da história e que por isso a nega e que a negando, não compreende que essa mesma história não termina com a prisão do maior presidente que o Brasil já teve mas que segue firme, teimosa e resistente.

Como até o lodo do Tietê já sabe que estamos em aberta ditadura; o dever da dignidade nacional é resistir, conspirar e lutar das mais distintas formas pelo retorno da democracia brasileira. É o que nos cabe para silenciar os foguetes da estupidez humana.

LULA LIVRE!

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