Diante da brutal devastação do Brasil, futuro governo Lula-Alckmin será de urgência nacional

"Com a eleição do Lula, uma tarefa de primeira grandeza será a de reconstruir o Estado social e democratizá-lo", diz Jeferson Miola

www.brasil247.com - Lula e Alckmin
Lula e Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert)


Por Jeferson Miola, para o 247

O futuro governo Lula a ser eleito em outubro próximo será um governo de urgência nacional.  Um governo para iniciar a reconstrução da democracia, da economia, da dignidade e da soberania do país e do povo brasileiro.

Diante da brutal devastação, pilhagem e saqueio do Brasil, a reconstrução do país, em todos os sentidos, sobretudo da superação do ódio, do fascismo e da violência política e social, será uma missão não só de um governo, mas um objetivo a ser perseguido por muitos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a amplitude da aliança desenhada, que integra o ex-tucano Geraldo Alckmin, agora PSB, Lula busca dar o significado de um governo de salvação nacional ao seu terceiro período na presidência do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil é palco da guerra de ocupação deflagrada pelas oligarquias dominantes por meio do impeachment fraudulento da presidente Dilma em 2016.

Nesta guerra, o Exército ocupante do nosso território, no entanto, não é nenhuma força estrangeira, mas as próprias Forças Armadas brasileiras que, partidarizadas por suas cúpulas conspirativas, foram convertidas em milícias fardadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esta guerra criou uma oportunidade extraordinária para os grandes capitais – nacionais e estrangeiros – realizarem o mais brutal processo de pilhagem e saqueio das riquezas do país. Um processo radical de espoliação e recolonização do Brasil.

A privatização ruinosa da Eletrobrás, realizada às pressas, mostra a pressa da escória dominante em agilizar a repartição do butim da guerra no fim de festa do governo militar.

E mostra, também, a coesão das classes dominantes em torno do programa bolsonarista ultraliberal que, na realidade, representa o aprofundamento radical da “ponte para o futuro” – o programa que unificou todas frações das classes dominantes em torno do usurpador Michel Temer/MDB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O legado desta guerra de ocupação é a apropriação de bens públicos por piratas capitalistas, a devastação climática e ambiental, a invasão das terras indígenas com o extermínio dos povos originários, a destruição da economia nacional e a condenação de mais da metade da população à miséria, fome, desemprego e desamparo.

Para o êxito desta guerra, foram decisivos o aparelhamento, a captura e o redirecionamento do Estado para moldá-lo à feição do projeto de destruição em curso.

Os bárbaros assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Philips, por exemplo, são consequência lógica das políticas oficiais e de indução estatal ao avanço de formas capitalistas criminosas de exploração econômica na região amazônica.

De igual maneira, a pilhagem da renda petroleira, que só em 2021 assegurou a entrega de R$ 41 bilhões de lucros da Petrobrás a grupos estrangeiros e outros R$ 22 bilhões a grupos privados nacionais, também é reflexo de políticas de Estado orientadas pelos interesses do grande capital em detrimento da sociedade brasileira.

Para um governo como o do Lula, que terá a missão humanitária de retirar 33 milhões de brasileiras e brasileiros da fome e outros 92 milhões que vivem em situação de insegurança alimentar [OXFAM], será vital a recuperação e o fortalecimento do Estado noutra direção.

Do mesmo modo, para enfrentar a recessão e a inflação, combater o desemprego de 12 milhões, o desalento de outros 4,6 milhões e a condição “uberizada” de trabalho de outros 46 milhões [IBGE], será fundamental a forte indução e regulação econômica pelo Estado atuante.

O mesmo se pode dizer a respeito da atuação crucial do Estado na proteção dos biomas e do clima e na defesa e proteção, com direitos e dignidade, dos povos originários e seus territórios.

Nunca antes como na atual conjuntura histórica estivemos diante da encruzilhada civilizatória que coloca nosso destino entre a democracia e a barbárie ultraliberal e o fascismo.

Com a eleição do Lula, uma tarefa de primeira grandeza será a de reconstruir o Estado social e democratizá-lo por meio de dispositivos de controle e participação popular direta e plebiscitária, mais além das Conferências temáticas, para que o país possa deixar para trás as dores, os traumas, as injustiças, os sacrifícios e as desigualdades impostas à imensa maioria do povo brasileiro.

Versão ampliada do artigo “Amanhã será outro ano” publicado no Grifo – jornal dos Cartunistas da GRAFAR.

Apoie a iniciativa do Jornalistas pela Democracia no Catarse

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email