A claque evangélica

Bom, por ora, tais evangélicos servem mesmo para ser a claque de plantão. Enquanto isso, aos verdadeiros evangélicos, os que estão na resistência democrática, resta a oposição ferrenha e o desagradável sentimento de "vergonha alheia"

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O presidente disse que indicaria um candidato "terrivelmente" evangélico para uma vaga no STF.

A primeira vaga apareceu, mas, ele escolheu um outro perfil.

Bem, por definição o presidente escolhe quem quiser, contudo, o candidato parece agradar a um outro público, pois, foi partícipe de reunião inusitada, com o presidente do Senado e membros do STF.

Bem,  rapidamente, o presidente parece ter se dado conta da frustração que causou nos evangélicos que o apoiam, e já saiu a prometer que o próximo será evangélico e que deverá ser amigo de rodada de tubaína.

Parece, também, que ele se deu conta de que os evangélicos que o apoiam não são chegados a cerveja.

Acontece, entretanto, que tubaína parece ser, também, um código de uso atribuído a torturadores para designar um tipo de tortura; e a gente sabe o que o presidente, quando deputado, pensava sobre tortura.

Há, inclusive, quem desconfie que a menção à tubaína, quando do trocadilho, "quem não quiser a cloroquina que tome tubaína”, não se referia, necessariamente, ao refrigerante popular.

Esperemos que, dessa vez, tubaína não possa ser confundida, por tais desconfiados, com qualquer outra coisa que não o refrigerante.

Não dá para imaginar quantos evangélicos, habilitados para a magistratura, em questão, fizeram concessões para parecer estar apto para a indicação. Não dá para imaginar quanto isso significou de atropelo da constituição e da consciência.

E a reação teve de ser rápida, pois, não se pode abrir mão de tanta subserviência e de tanto apoio acrítico.

Bom, por ora, tais evangélicos servem mesmo para ser a claque de plantão.

Enquanto isso, aos verdadeiros evangélicos, os que estão na resistência democrática, resta a oposição ferrenha e o desagradável sentimento de "vergonha alheia".

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