A Dama do PT

Conversando com Gleisi, ouvi dela, “política é debate e posicionamento. O PT nunca deixou de tê-los, nem eu. E isso não impede o diálogo. Agressões jamais vão me tirar do caminho que acredito justo e certo, que é defender os interesses da maioria do povo brasileiro”. Como não admirar uma mulher dessa?

(Foto: Eduardo Matysiak)

Se você ainda não teve a oportunidade de estar ao lado da Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, então nunca conheceu uma mulher forte, de opiniões firmes e que ao falar, seja em público ou em um bate papo informal, consegue ter para si, toda a atenção do momento.

Gleisi Helena Hoffmann é curitibana. Nasceu em 6 de setembro de 1965, em pleno período de ditadura militar no Brasil. Em sua juventude esteve envolvida, como tantos outros, no movimento estudantil. Naquela época ela já chamava a atenção por suas posições políticas e se diferenciava entre a turma do colégio.

Se formou em advocacia. Curso que veio lhe servir muito bem agora ao ser designada, também, como defensora nos processos que correm na justiça contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Preso na cidade de Curitiba pela operação lava jato. Ela já esteve, Ministra da casa Civil da Presidência da República, Senadora e atualmente exerce o mandato de deputada federal.

Mas Gleisi é mesmo conhecida como a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores. Coube a ela, neste momento mais conturbado, dirigir a mais importante agremiação de esquerda das Américas.

Respeitada pela militância que ver nela coerência em suas posições na condução do Partido, poucas foram as vezes que teve seus atos questionados.

Nos últimos dias ela foi atacada covardemente. Respondeu como uma Dama. Uma Dama com bons modos, educação, mantendo a ternura, mas sem abaixar a cabeça. Constantemente ataca por Ciro (desculpa ter que falar o nome dele novamente), Gleisi nuca tomou a iniciativa nesta briga. Algumas pessoas podem definir a situação como puro machismo por parte dele. Já eu, acho que mostra a fraqueza daquele que, se acha um “Coroné” e que sem votos suficientes, não consegue chegar a um segundo turno em eleições presidências.

É enfrentando as adversidades por sua condição feminina que a Presidenta, como Lula gosta de chamar, se assemelha a outras mulheres de fibra que já lutam contra a injustiça e por um Brasil melhor. Outras Damas, cada uma em suas profissões, também dão exemplos de que não arredaram um só minuto dos enfrentamentos diários a que estão expostas: Cynara Menezes, baiana arretada, é jornalista. Lola Aronovich, cearense, feminista, professora com Doutorado em Língua Inglesa. Dilma Rousseff, mineira, ex-presidente da Brasil. Aparecida de Jesus, outra mineira, presidente do PT no Estado e que como Gleisi, tem uma fibra que não se enverga. Cilene Antonelli, paulista e uma das mulheres que não poderia estar fora dessa pequena lista em homenagem a tantas outras que não conheço pessoalmente, mas que vejo através de fotos e vídeos lutando por seus direitos.

Gleisi não precisa se abalar pelos ataques constantes que recebe de alguém que já demonstrou em suas falas a atitudes que não se controla. Até porque, enquanto um a agride, milhões a admiram por sua coragem e luta.

Conversando com Gleisi, ouvi dela, “política é debate e posicionamento. O PT nunca deixou de tê-los, nem eu. E isso não impede o diálogo. Agressões jamais vão me tirar do caminho que acredito justo e certo, que é defender os interesses da maioria do povo brasileiro”. Como não admirar uma mulher dessa?

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