A expansão do neoliberalismo no Brasil e o porque da inexistência de contraponto

No Brasil, a nova onda neoliberal chegou para retroceder em diversas Políticas Públicas porquanto o interesse maior é manter a força do Capital sobre as camadas sociais mais dependentes para fazer do subdesenvolvimento a arma fatal da dependência dos interesses externos ao Brasil

Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting 
Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting  (Foto: Walter Santos)

Existem dois mundos no Planeta divididos em regiões geográficas – Ocidente e Oriente – tomados na atualidade de dois encaminhamentos geo - políticos com base econômica e de Poder a dominar territórios e interesses. Estados Unidos e Rússia – esta última sem influência nenhuma na América do Sul – simulam a disputa da herança da "Guerra Fria" na qual o fator econômico é base permanente da manutenção do Poder.

Nos últimos tempos, contudo, em meio a conflitos armados no Oriente Médio, a América do Sul – em especial o Brasil, passou a ser a principal base de ação intensa do Capital utilizando-se de agentes internos – via Congresso Nacional, Justiça, Ministério Público e Midia, mudando o comando e rumo Político para favorecer a orientação expansionista do capitalismo comandado pelos EUA sem permitir disputar o mercado desse universo com outras potências.

Esta é síntese facilmente atestada do processo de mudança do Poder no Brasil diante da instabilidade política e econômica vivida por outros Países sul - americanos com proximidade ao espectro socialista, onde a essência das Políticas Públicas tende ao favorecimento das camadas mais pobres em detrimento da classe média para cima e do capital em si.

A QUEDA DA ESQUERDA E O SILÊNCIO DA CHINA

Faz tempo o Mundo não experimenta a mesma fase de alta tensão entre EUA diante dos Países de doutrina comunista, como a Rússia e a China. Neste bloco não entra a Índia como grande Nação porque inexiste politica expansionista de domínio indiano fora do País.

Com a derrocada do Comunismo enquanto regime solucionador dos eternos problemas sociais entre Ricos e Pobres, restou à Rússia se dedicar aos seus pepinos nos Balcãs e seus vizinhos de continente quando muito lá na Siria para se contrapor ao domínio neoliberal americano em torno de petróleo em todo Oriente Médio.

Nem mesmo o Afeganistão, palco de tantos conflitos sangrentos e até dominação russa lá atrás, na atualidade tem merecido investimentos pesados da turma de Vladimir Putin.

Neste contexto, a China é um grande País repleto de contradições a partir do regime Comunista convivendo na exploração expansionista do Capitalismo de Estado, isto sem contar os conflitos internos para manter a unidade à base da "Mão de Ferro" sufocando contestações internas, daí não existir qualquer interesse chinês de se meter em brigas fora dela mesmo.

Em sendo assim, os americanos tomam conta de tudo.

A ESSÊNCIA DO BRASIL E AMÉRICA DO SUL

É a retomada do interesse econômico das estrutruras de sempre financiando, ainda sem uso de bala ou de guerra armamentista, todas as formas de fulminar bases e interesses socialistas no Brasil, vide o Partido dos Trabalhadores e seus líderes Lula e Dilma Rousseff, todos acabaram abatidos sob o silencio e cumplicidade da Justiça e dos que deveriam e não cuidam do Estado Democrático de Direito.

No Brasil, a nova onda neoliberal chegou para retroceder em diversas Políticas Públicas porquanto o interesse maior é manter a força do Capital sobre as camadas sociais mais dependentes para fazer do subdesenvolvimento a arma fatal da dependência dos interesses externos ao Brasil.

Somente lá na frente, quando os diversos setores sociais estiverem esfoliados, inclusive a Classe Média brasileira responsável em parte pela mudança de rumo sem respeito às regras políticas vigentes do voto soberano, é que a reação popular deverá ser mais forte do que os interesses impostos pela Burocracia política.

É por isso que, nos planos, está extinguir Lula e o PT diante do STF agachado, inerte, descumpridor da Lei maior quando parâmetros são quebrados afetando o Estado Democrático de Direito.

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