A falta de responsabilidade

Eleito com mérito e avalizado pela confiança de mais da metade dos paulistanos, desde o dia de sua posse, João Doria tem dado movimentos no sentido de ser candidato a outros cargos, viajado para dar palestras, ganhar honras, fazer campanha, passear, ou seja lá o que for, mas não dedicou a São Paulo o tempo que a cidade e sua população merecem

São Paulo - O prefeito eleito João Dória fala sobre a Operação Chuvas de Verão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - O prefeito eleito João Dória fala sobre a Operação Chuvas de Verão, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), região central (Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Luiz Henrique Dias)

A cidade de São Paulo é uma das maiores e mais complexas aglomerações urbanas do planeta.

Parte mais importante de uma região metropolitana com mais de 20 milhões de pessoas, é o centro financeiro do Brasil e o local onde contrastes sociais, econômicos e de sustentabilidade são gritantes aos olhos e aos olhares.

Números gigantescos - como as quase 1 milhão de crianças na rede municipal de ensino, a Linha Vermelha do Metrô que transporta num único dia a população de países inteiros, o aeroporto em que a cada dois minutos decola um avião e a maior frota de ônibus do mundo - fazem de São Paulo um lugar que exige de seus administradores criatividade, espírito público e uma imensa responsabilidade.

Nesse aspecto - e olhando de forma cidadã e crítica - o Prefeito João Doria foi e está sendo irresponsável com sua “brincadeira” de governar.

Eleito com mérito e avalizado pela confiança de mais da metade dos paulistanos, desde o dia de sua posse, tem dado movimentos no sentido de ser candidato a outros cargos, viajado para dar palestras, ganhar honras, fazer campanha, passear, ou seja lá o que for, mas não dedicou a São Paulo o tempo que a cidade e sua população merecem.

Mesmo quando está “trabalhando”, Doria foca sua atuação no marketing fácil e em ações desastradas, como na cracolândia, no trato com moradores de rua, nas discussões com populares e na divulgação de ideias ruins, como a ração para crianças.

Ou mesmo atuando junto aos seus parceiros privados, mediando conflitos empresariais e firmando parcerias duvidosas quanto às contrapartidas à população.

Deixa de lado os tantos problemas de São Paulo.

Um Prefeito - em especial de um lugar tão complexo - precisa estar presente, atuante, atento e disposto a andar por todos os lados, conversar com o povo, ouvir as demandas, governar com os olhos no futuro e na qualidade de vida, buscando diminuir as desigualdades regionais, facilitar o cotidiano e garantir serviços e bem estar.

Estar à frente de São Paulo é uma honra que poucos terão.

Ler nos jornais que, ainda hoje, mais de um ano de sua posse, Doria ainda faz movimentos eleitorais ao invés de governar nos deixa uma única certeza: falta de responsabilidade.

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