A força irrefreável do PT

Aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora

"É incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer". Não lembro agora quem é o "pai" dessa frase, mas cito mesmo assim "de orelhada", como se diz, mas com o devido cuidado e honestidade de colocá-la entre aspas.

O PT, aquele partido que, ainda imberbe, ajudei, como muitos, a embalar e a sutilmente empurrar para que desse os seus primeiros e frágeis passos, completa 34 anos.

Portanto, aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora.

Tanta coisa aquele menino já "aprontou", inclusive uma e outra "traquinagem", diga-se, que hoje, além de orgulho, dá também um contentamento danado por lhe ter dado uma mão para os seus primeiros passos.

Conseguiu até eleger um ex-metalúrgico, um operário, um migrante nordestino presidente da República!

Aquele "menino" trazia no olhar desde bebê, sou testemunha, a generosidade, a sagacidade, a galhardia e o destemor daqueles que têm a pretensão, o desejo de mudar o mundo. Talvez não tenha conseguido de fato mudar o mundo, mas mudou bastante e de modo significativo o seu país. Seu exemplo é invejado e copiado por outras nações espalhadas pelo globo, numa "subversiva" e humanística globalização.

Agora mesmo, recentemente, esse "menino" mostrou novamente seu impressionante valor, força e "espírito de corpo". Quando, numa corrente de solidariedade nunca antes vista na política brasileira, centenas de "cuidadores" desse jovem partido que, assim como todos nós, ao que parece, se pretende "para sempre jovem", tiraram dinheiro do próprio bolso, das suas suadas economias, para pagar milionárias multas impostas a alguns dos seus principais líderes que haviam sido condenados, como se sabe, num processo político espúrio propagado pelo oligopólio da grande imprensa de mercado, pelos grupos mais conservadores e reacionários da sociedade, e executado por um tribunal de exceção e seus verdugos.

As vozes da imprecação e da injúria – talvez por rancor, segundo alguns; talvez por inveja, hábito ou vício, segundo outros tantos – ainda se acharam no direito de condenar e atacar este genuíno gesto de solidariedade e companheirismo, tão raro na sociedade em que (sobre)vivemos. Sociedade esta que aquela criança de antanho, hoje um jovem aos trinta e poucos anos, tenta, aos poucos e lentamente, transformar, mudar, melhorar.

As vozes da imprecação, do ódio e da injúria disseram, dos ínferos da sua sanha persecutória e odienta, que deveriam investigar e condenar também os que contribuíram com as "vaquinhas" virtuais dos petistas, pois, também ali, naquele singelo, irrefutável, acachapante gesto de solidariedade havia "fortes indícios" de "lavagem de dinheiro".

O homem vil enxerga no outro o reflexo da sua vileza.

Ou seja, são todos criminosos! Pelos simples fato de terem a ousadia de serem petistas? Ou criminosos são por serem solidários? Talvez por serem de esquerda?! Talvez...

Talvez por serem todos daquela dita "raça". Mas que "raça" é essa que, inquebrantável, resiste à chibata dos infames; que não se abate, não se dobra nem sob a tortura da ignomínia?!

O que essas vozes da imprecação, do ódio e da infâmia, no seu impulso atávico de oprimir e violar, parecem não ter se dado conta – ainda! – é que quanto mais eles mentem, provocam, intimidam, maltratam e até espancam essa "criança", mais ela se fortalece, cresce, amadurece e se agiganta.

Pois essa "criança" carrega dentro de si uma anima, uma luz, uma esperança que, tudo faz crer, não se mata; não tem fim nem lugar nem hora; que traz em seu peito audaz forças que alimentam, iluminam, inspiram e acalentam o resoluto caminhar de toda uma geração.

E o caminhar dessa "criança", e dessa geração que a embala e protege, é o mesmo caminhar de uma multidão de brasileiros, que ainda ousam, juntos – alguns mais atentos e organizados; outros mais dispersos e distraídos – trilhar a eterna busca por outro destino: o de um Brasil mais justo e solidário para todos.

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