A frota do PSDB

Os tucanos estão se preparando para as próximas guerras eleitorais de 2020 e 2022 com um conjunto de deputados bem avaliados pelas urnas nas últimas eleições. Ao que parece a esquerda ainda não decidiu se vai entrar no mar para lutar ou fazer turismo, se vai jogar para ganhar ou ‘fazer água’

(Foto: Câmara dos Deputados)

Os tucanos estão se preparando para as próximas guerras eleitorais de 2020 e 2022 com um conjunto de deputados bem avaliados pelas urnas nas últimas eleições. A aquisição de maior peso, até então, foi a do deputado federal Alexandre Frota, expulso do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Frota caiu atirando para todos os lados tentando cooptar outros parlamentares para ingressarem no seu novo partido.

O governador de São Paulo, João Dória, conhecido arrivista em todos os meios em que atuou, é o anfitrião dos novos colegas de partido. Tem dialogado com grupos que apoiaram o presidente e que estão insatisfeitos com o ostracismo a que foram relegados. Com a filiação de Frota, o PSDB coloca em suas fileiras um combatente que, ao que parece, com sua volúpia verborrágica, pode implodir a ala mais antiga do partido, o grupo de FHC, Serra, Alckmin e Aloysio Nunes, facilitando o caminho de Dória à candidatura presidencial.

A Executiva do PSDB não queria Alexandre Frota e deu resposta ao rejeitar os pedidos de expulsão do deputado federal Aécio Neves do partido, o que impôs uma derrota a Dória, patrocinador do desligamento do deputado acusado de corrupção passiva e obstrução de justiça.

Navegando pelos mesmos mares e nas mesmas rotas, a justiça condenou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad a quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto por falsidade ideológica, o que inviabilizaria qualquer possibilidade de candidatura. De acordo com a sentença, houve 258 declarações falsas de despesas com gráfica na prestação de contas de Haddad na campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo de 2012.

Em nota, o PT afirmou que a condenação de Haddad é injusta e arbitrária. Diz ainda que a sentença é "uma violência contra o estado democrático de direito e uma grave ofensa a própria Justiça", além de retratar uma "odiosa perseguição política" contra o ex-prefeito e candidato à Presidência nas últimas eleições.

Ao que parece a esquerda ainda não decidiu se vai entrar no mar para lutar ou fazer turismo, se vai jogar para ganhar ou ‘fazer água’. A maior agenda pública do PT tem sido Lula Livre, pauta de todos nós, mas só as manifestações não impedirão o avanço das tropas adversárias. É preciso mais que um milhão nas ruas, talvez o país todo, mas para isso a população tem que começar a perceber, em relação ao conjunto de supressão de direitos e perda da soberania, o que o ator Leonardo Di Caprio percebeu em relação às queimadas na Amazônia: Terror!

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