A greve geral de hoje, vista pelos olhos do futuro

A única aposta que a elite nacional e os seus políticos faziam, para sair da crise, era no empobrecimento da maioria, para o benefício da minoria... Eles apostavam na ignorância para convencer a maioria da população, por isso propunham as reformas no ensino, excluindo dos currículos as matérias que poderiam trazer reflexão, inteligência e pensamento crítico... Eles sabiam que o povo ignorante é mais facilmente enganado...

A única aposta que a elite nacional e os seus políticos faziam, para sair da crise, era no empobrecimento da maioria, para o benefício da minoria... Eles apostavam na ignorância para convencer a maioria da população, por isso propunham as reformas no ensino, excluindo dos currículos as matérias que poderiam trazer reflexão, inteligência e pensamento crítico... Eles sabiam que o povo ignorante é mais facilmente enganado...
A única aposta que a elite nacional e os seus políticos faziam, para sair da crise, era no empobrecimento da maioria, para o benefício da minoria... Eles apostavam na ignorância para convencer a maioria da população, por isso propunham as reformas no ensino, excluindo dos currículos as matérias que poderiam trazer reflexão, inteligência e pensamento crítico... Eles sabiam que o povo ignorante é mais facilmente enganado... (Foto: Heraldo Tovani)

Em uma aula de história, no dia 28 de abril de um futuro qualquer.

- O que levou à greve geral?

Foi no ano de 2017, quando a classe operária brasileira completava 100 anos...

O Presidente da república retirava da constituição os diversos pontos que garantiam os direitos dos trabalhadores e dos pobres...

O presidente não tinha um só voto que o legitimasse e as pesquisas apontavam uma rejeição de 90%...

Uma elite financeira nacional, composta de não mais que 12 famílias, abocanhava, todo ano, metade da riqueza produzida no país...

Para compensar o rombo no orçamento, provocado por essa mesma elite, o governo propunha a redução dos direitos trabalhistas, a precarização da vida dos trabalhadores e o fim das aposentadorias...

As denúncias públicas de corrupção envolviam 9 em cada 10 políticos....

Um poder judiciário corrupto, indolente, ineficaz e perdulário ganhava poderes enormes, no vácuo político deixado pelo legislativo desmoralizado e pelo executivo ilegítimo...

O desemprego atingia quase 20 pessoas a cada 100...

O custo de vida crescia a nível galopante...

A indústria nacional definhava...

A única aposta que a elite nacional e os seus políticos faziam, para sair da crise, era no empobrecimento da maioria, para o benefício da minoria...

Eles apostavam na ignorância para convencer a maioria da população, por isso propunham as reformas no ensino, excluindo dos currículos as matérias que poderiam trazer reflexão, inteligência e pensamento crítico...

Eles sabiam que o povo ignorante é mais facilmente enganado...

Já fazia um ano que a elite nacional e os seus representantes políticos haviam dado um golpe de Estado ridículo, dizendo que a presidente eleita havia cometido um crime fiscal. Não demorou nem uma semana após o golpe para a população começar a perceber o circo que havia sido montado: Um dos líderes do golpe foi pego numa interceptação telefônica dizendo que o golpe era para barrar as investigações de corrupção que os ameaçava e que tinha o apoio do poder judiciário...

Esse mesmo poder judiciário se juntou às elites que dominavam os veículos de comunicação do país e começaram a prender e processar os líderes da oposição. Seu prêmio maior seria prender o ex-presidente Lula, um líder operário adorado pelos mais pobres e odiado pelas elites...

A população pobre do país sofria com uma distribuição de riquezas que fazia do Brasil o país com a maior concentração de renda do mundo. Ou seja, multiplicava-se a pobreza para a manutenção da vida opulenta e faraônica de uma reduzida minoria...

A polícia tratava diferenciadamente pobres e ricos. Batia continência aos ricos e agia com extrema agressividade contra os pobres. Desrespeitava aos seus direitos constitucionais e humanos...

Os filhos dos pobres estudavam em escolas propositadamente abandonadas e carentes de tudo, até o giz básico faltava...

As cadeias, que abrigavam somente pobres, lembravam as masmorras medievais...

Os pobres, produtores exclusivos da riqueza nacional, só tinham acesso a uma ínfima parte dessa riqueza. Muitos não tinham nenhum acesso...

Faltava moradia para a maioria da população que se via obrigada a morar em favelas, cortiços, quando não, embaixo de pontes ou largados pelas calçadas das cidades...

Nos postos de saúde, que atendia a população pobre, faltava médicos...

Nas escolas dos pobres, faltava professores...

O transporte público dos pobres era desumanamente lotado, precário e em número reduzido, e só funcionavam nos horários em que os pobres trabalhavam. Se alguém quisesse ficar até mais tarde em uma balada, teria que voltar a pé, pois os ônibus, metrô e trens paravam de funcionar à noite...

Os pobres só raramente iam ao teatro, ocasionalmente aos cinemas, nunca em um concerto ou ópera, não podiam frequentar as casas de espetáculo, bons restaurantes, mostras culturais ou espetáculos internacionais...

Havia universidades públicas, mas eram majoritariamente frequentadas por aqueles que podiam pagar...

Não, não ria deles, eles ainda não tinham adquirido consciência de que poderiam mudar tudo...

Essa consciência começou a nascer em 2017.

Por isso que as elites e seus representantes políticos e sua televisão, jornais e revistas, seus sites na internet jogaram pesado contra o movimento.

Apostavam em uma classe média idiota, que deixava-se idiotizar, felizes e hipnotizadas, destilando ódio contra os trabalhadores e seus apoiadores. Chamavam-lhes de vagabundos e comunistas...

O prefeito da cidade de São Paulo era o Pop Star da direita reacionária, e ia aos veículos de comunicação chamar as pessoas para o trabalho. Chegou a oferecer taxi e Uber para quem quisesse furar a greve.

Estavam desesperados.

Mas a greve aconteceu, foi a maior da história do Brasil e nosso país começou a mudar.

Nós, do futuro, agradecemos a esses lutadores. Graças a eles vivemos hoje em um país melhor!

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