A hipocrisia do pró-cloroquina que pede comprovação da vacina russa

Justamente quem pede não consegue comprovar sequer um medicamento como positivo ao enfrentamento do estágio inicial da doença

Presidente Jair Bolsonaro e ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello 09/06/2020
Presidente Jair Bolsonaro e ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello 09/06/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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A Rússia anunciou por meio do presidente Vladimir Putin, na última terça-feira (11), que o país tornou-se o pioneiro em aprovar e regulamentar uma vacina capaz de combater a Covid-19,  após algumas semanas de testes em humanos.

A agilidade com o qual a Rússia conduziu os estudos e testes para com a vacina acendeu uma chama de incertezas e insegurança, despertando uma certa desconfiança da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto aos efeitos colaterais.

Em meio a esse cenário, surge os torcedores da "Cloroquina Futebol Clube" que exigem comprovações científicas da comunidade russa para com a eficiência e eficácia da que seria a primeira vacina no mundo, a Sputnik V, mas justamente quem pede não consegue comprovar sequer um medicamento como positivo ao enfrentamento do estágio inicial da doença.

De fato pouco se sabe quanto a vacina aprovada no país transcontinental, mas muito se sabe (e de maneira contrária) aos medicamentos de diarréia, malária e piolho que os fanáticos ideológicos seguidores do presidente da República Federativa do Brasil julgam ser eficazes contra o vírus sem nacionalidade.

As exigências científicas que fiquem a cargo para quem é da e pela ciência e não de convicções.

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