A imprensa livre e democrática como voz dos oprimidos

Nesse festival de mosquito batendo palmas para o inseticida poder-se-iam alegar insanidade coletiva não fosse a justificativa da força de convencimento dos meios de comunicação de massa na sua tarefa cotidiana de legitimação dos valores dos dominadores

História de qualquer povo só pode ser contada com o devido rigor histórico quando nos afastamos dos fatos numa lacuna temporal que permita os sujeitos "contadores da história" não estarem tão afetos pelas paixões e preferências guiadas pelos interesses conjunturais.

A história é contada pelos vencedores e pelos seus meios que tentam eternizar suas versões de verdade. Mas a lacuna temporal permite com a devida seriedade historiográfica remontar o tabuleiro das disputas naquele exato momento, identificando os atores e seus interesses a partir dos registros legados pelos também vencidos na história.

Nessa perspectiva, os sujeitos da história haverão de serem medidos pela capacidade de influir no coletivo seus valores de verdade e de definirem os rumos dos acontecimentos bem como ação daqueles que se opõe ao domínio e detém a capacidade de mobilização para alterar os planos dos dominadores.

A história remontada com o rigor científico também não é isenta das preferências dos historiadores, ela é parte do acervo de dominação e representada pela historia oficial sempre na versão dos dominadores, pois suas fontes privilegiam os registros temporais mais fartos e que são as ferramentas de maior poder de dominação das massas populares: a mídia de massa.

Assim pensando não podemos nos furtar da oportunidade de deixar como legado as análises de conjuntura como elementos (cacos eu diria) de questionamentos quanto incoerência dos diversos sujeitos implicados no quadro conjuntural para então afirmar que os meios de legitimação da dominação extrapolam a razão simples. Assim se pode, quase que como percepção de insanidade, registrar, no quadro atual, farta opinião de oprimidos em defesa dos opressores mas não como ato caridoso de perdão, mas com a cumplicidade da ideologia daqueles que os oprimem, não raro mulheres na defesa do machismo, negros defendendo racistas, homossexuais apoiando declarados homofóbicos e operário e trabalhador mediano defendendo ricos banqueiros e suas artimanhas de lhes tirarem sempre mais.

Nesse festival de mosquito batendo palmas para o inseticida poder-se-iam alegar insanidade coletiva não fosse a justificativa da força de convencimento dos meios de comunicação de massa na sua tarefa cotidiana de legitimação dos valores dos dominadores.

Eis que a única forma de grito quase que surdo é o registro alternativo do pensamento livre denunciando que essa massa robotizada e sofredora e defensora de valores nazifascistas são vítima das tramas de dominação de uma elite perversa e insensível ao sofrimento das massas populares.

A construção da mídia alternativa é papel de vanguarda histórica como forma de fazer ecoar o pensamento livre e a versão dos dominados nos fatos históricos atuais bem como empoderar as vozes dissonantes para alterar os planos dos dominadores.

Tal como penso o papel da imprensa alternativa livre e democrática está o Brasil 247 e a Fórum.

Parabéns aos seus idealizadores e colaboradores que as mantem de pé!

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