A inépcia sem fim do MEC de Weintraub

No momento em que percebeu que não conseguiria tirar do papel o projeto da Rede Nacional Educativa, o ministro pediu que “questionem se precisa de quarentena”

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Em artigo publicado no domingo passado (3/5), intitulado Mais um exemplo de inépcia do governo federal, chamei a atenção para o inexplicável atraso do governo federal na criação da Rede Nacional Educativa, idealizada para ter início no dia 13 de abril.

Pensada como resultado da articulação entre o Ministério da Educação e a Empresa Brasil de Comunicação, a RNE tinha como objetivo “criar uma rede nacional de TV aberta que proporcione a oferta de conteúdos e atividades educativas para estudantes em casa em função do fechamento das escolas pelo (sic) COVID-19”.

Então, já haviam se passado três semanas e a RNE ainda não tinha sido lançada, não havendo também nenhuma previsão para o seu lançamento, devido aos atrasos do MEC de Abraham Weintraub.

Pois bem, acabo de ser informado que a criação da Rede Nacional Educativa foi cancelada, revelando um ato extremo de irresponsabilidade e incapacidade do ministério comandado por essa personalidade bizarra que não tem condições de administrar (que me perdoem os quitandeiros) uma quitanda, imaginem um ministério da magnitude e importância do MEC, para a revolta e indignação dos educadores brasileiros.

Mas acredito haver uma lógica (cruel tendo em vista os números recordes de mortos pela Covid-19 que acabam de ser divulgados, mas lógica) nas atitudes de Weintraub. No momento em que percebeu que não conseguiria tirar do papel o projeto da Rede Nacional Educativa, o ministro pediu que “questionem se precisa de quarentena”. 

Não posso fazer mais que repetir aquilo que afirmei há menos de cinco dias: o atual governo federal não possui a menor condição de guiar a nação em tempos absolutamente anormais como aqueles que estamos vivendo hoje em função da pandemia da COVID-19.

Mas, como costuma dizer JM Bolsonaro, “e daí?”

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