A inflação, os combustíveis, a chantagem e as vacinas



Todos os preços estão subindo. E o povo brasileiro verifica, mês a mês, que o salário acaba e o mês continua. E assim, as pessoas consomem menos e, mesmo tentando organizar o orçamento, muitos acabam se endividando, pois têm que colocar comida no prato dos filhos, ou comprar um remédio ou pagar a conta de luz, para não ficar no escuro. Mas muitos não têm salário, pois estão desempregados, fazendo bicos, e o auxílio emergencial que aliviou no ano passado, acabou e o governo não demonstra nenhuma vontade de entrar em acordo com o Congresso Nacional. Como no ano passado, quando o presidente queria dar R$ 200 por mês e acabou tendo que engolir R$ 600 e depois R$ 300. 

Os combustíveis sobem. Os brasileiros que dependem da gasolina e do diesel para trabalhar sentem no bolso. O governo se debate com falsos argumentos sobre o ICMS e tenta esconder que o verdadeiro problema é a estúpida política de alinhar os preços nas refinarias com os valores do mercado internacional. Ora, quase tudo que consumimos de petróleo é produção nacional e com custos bem menores que o preço do barril lá fora. Para que alinhar mecanicamente? O ICMS nada tem a ver com isso. O problema é o descalabro que se instalou depois do golpe de 2016, com o PSDB (Pedro Parente) no comando da empresa e depois esse ultraliberal que está vendendo a empresa pelas bordas (Roberto Castelo Branco).

Quando você pensa que acabou o estoque de insanidades, vem o Paulo Guedes e propõe, como condição para retomar o auxílio emergencial, um pacote de maldades contra os servidores e o orçamento da saúde e educação. Lembremos: uma das conquistas do povo na Constituição de 1988 foi os percentuais obrigatórios de gastos com saúde e educação. Isso é uma forma de evitar que governantes sem compromisso com o povo arrochem os recursos dessas duas áreas fundamentais das políticas públicas. E ele acha que vai conseguir acabar com essa vinculação orçamentária com uma chantagem barata.

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Para encerrar a tempestade de incompetência e “maucaratismo”, observamos a crise da vacina. O Brasil, referência mundial de vacinação em massa, está sem vacina por culpa do governo de Jair Capiroto. E o governador Ibaneis aceita passivamente essa omissão federal e não age politicamente em defesa da saúde do povo do DF, para encontrar uma solução ou denunciar a incompetência do ministro da saúde.

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Diante de tudo isso, só restam duas alternativas: lamentar, que não é do meu feitio, ou lutar, o que faço com ânimo, sempre. Mas essa luta só tem chance de sucesso se um personagem se manifestar: o povo do DF, que já deu tantas demonstrações de consciência.

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Acorda, Ibaneis. Fora Bolsonaro.

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