A intervenção em quatro atos

- Ei! O senhor pode me ajudar? Um ladrão quis me roubar e me atirou de raspão. - Não posso fazer nada. Isso aqui é uma brigada e não o exército da salvação. - Mas, ouvi na TV, que vocês vinham para proteger e defender a população - Nós defendemos é o estado e não qualquer pobre coitado, que se acha cidadão

- Ei! O senhor pode me ajudar? Um ladrão quis me roubar e me atirou de raspão. - Não posso fazer nada. Isso aqui é uma brigada e não o exército da salvação. - Mas, ouvi na TV, que vocês vinham para proteger e defender a população - Nós defendemos é o estado e não qualquer pobre coitado, que se acha cidadão
- Ei! O senhor pode me ajudar? Um ladrão quis me roubar e me atirou de raspão. - Não posso fazer nada. Isso aqui é uma brigada e não o exército da salvação. - Mas, ouvi na TV, que vocês vinham para proteger e defender a população - Nós defendemos é o estado e não qualquer pobre coitado, que se acha cidadão (Foto: Nêggo Tom)

- Ei! Alto lá! Onde você pensa que vai?

- Eu moro aqui seu moço. Estou indo pra labuta. Essa luta de cada dia pra se sustentar.

- Um momento! Deixa eu ver seu documento. E abre a bolsa para eu revistar

- Sim, senhor! Só faça o favor, de não revirar. Minha marmita está ai dentro e pode entornar.

- Marmita? Me permita! Quero olhar!

- É só comida! Minha esposa querida fez para eu levar.

- Não discute comigo! O perigo se esconde onde não se pode suspeitar.

- Se o senhor não confia, então espia! É só arroz, feijão, ovo e farinha pra encorpar.

- Tá certo! Mas, fica esperto! Vou estar sempre no seu calcanhar.

 

- Ei! Tá protestando aí por que? Não tem o que fazer? Aqui não é o seu lugar.

- Estou cobrando os meus direitos, a aqueles que foram eleitos, para esse estado governar.

- Está desacatando minha ordem? Você quer é fazer desordem. Queira me acompanhar!

- Isso é abuso de autoridade! Por eu lutar pela verdade, você vai me encarcerar?

- Esté vendo esse cassetete? Ele serve para quem se mete, a nossa força encarar.

- Isso fere a constituição. Isso é pura repressão, para o povo se calar.

- Agora é a lei do cão! Isso aqui é intervenção! Pode se acostumar.

- Por trás dessa armadura, se esconde uma nova ditadura, que vem para me controlar

- Meu cassetete é quem me faz. Você já falou demais. Está na hora de apanhar.

 

- Ei! Você está brincando de quê?

- De carrinho, tio! Eu ando pelo meio fio, só pra radicalizar.

- Me dá esse brinquedo! Nele deve ter algum segredo, que te mandaram guardar.

- Tem não, moço! E eu só tenho esse. De verdade. Se seu soubesse, nem tinha vindo brincar.

- Deixa de papo moleque! Abre logo o leque. E desmonta o carrinho para eu averiguar.

- Assim, vai estragar ele todo. Meu pai não pode comprar outro. Como é que eu vou brincar?

- Fica quieto, pivete! Você deve ter vários canivetes, pra se divertir e pra roubar.

- Eu não sou ladrão, senhor! Vou estudar para ser doutor e o senhor vai me respeitar.

- Respeito é o meu canhão. Isso aqui é intervenção! Vai pra casa e não sai de lá!


- Ei! O senhor pode me ajudar? Um ladrão quis me roubar e me atirou de raspão.

- Não posso fazer nada. Isso aqui é uma brigada e não o exército da salvação.

- Mas, ouvi na TV, que vocês vinham para proteger e defender a população

- Nós defendemos é o estado e não qualquer pobre coitado, que se acha cidadão.

- Olha! Eu estou todo ensanguentada, acabei de ser baleada e você nem me dá atenção?

- Escuta aqui, senhora! Tenho mais o que fazer agora. Vai chorar lá fora ou te levo pra prisão

- Meu Deus! Quem deveria me ajudar, veio para me calar e me impor a repressão

- Está detida! E para deixar de ser atrevida, deixo-lhe na face essa ferida. Isso aqui é intervenção!

 

 

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