A lata do lixo aos golpistas de 16

Entrem sim para a História do Brasil. Precisaremos de seus nomes para sempre registrados a fim de lembrarmos as nossas vergonhas expostas e, quem sabe, corrigirmos nossas mazelas

No último programa Roda Viva, da TV Cultura, o entrevistado foi nada menos que Michel Temer, a quem tenho dificuldade de adjetivar como ex-presidente da República do Brasil. Foi ao ar no dia 16/09/19. E neste evento em específico, Temer assumiu o Golpe de 16 contra a democracia[1], contra o voto popular, contra a ex-presidenta da República do Brasil, Dilma Rousseff.

O que todos nós já sabíamos, os golpistas começam a assumir: que os tolinhos batedores de panelas vestidos com camisas da CBF e que faziam coreografias bizarras nas praças públicas das capitais brasileiras são “uns prego”[2] e caíram como uns patinhos (amarelos) na manipulação da grande mídia e das elites endinheiradas para apear da Presidência uma pessoa que não cometera os tais crimes de responsabilidade os quais são previstos na Constituição Federal. 

Pois bem! Resta-me dizer do rancor inebriante que temos aos articuladores do Golpe de 16. Leio alguns: Roberto Marinho e seus irmãos da grande mídia; Michel Temer; Eduardo Cunha; Aécio Neves – que humilhou seu avô, o grande Tancredo Neves; Sérgio Moro, o “batman” às avessas; Deltan Dallagnol e os miquinhos amestrados do MPF; Roberto Barroso e seus colegas, ora covardes, ora dissimulados do STF; Romero Jucá e quase todo o fisiologista PMDB; Nestor Cerveró e os outros bandidos que acabaram com a Petrobras; Janaina Paschoal e todos os histéricos-performáticos como ela; Lobão e aquele lunático metido a filósofo que fugiu para os EUA, o… nem estou conseguindo lembrar o nome da peste direito… é…  

… lembrei: Olavo de Carvalho; o palhaço sem graça bregamente vestido com aquele terno verde-amarelo, Luciano Hang (Havan), e todos os empresários gananciosos como ele (coloca aí na lista o Jorge Lemann, que pagava os trios elétricos e tudo mais nas micaretas do Golpe); Jair Bolsonaro e seu clube de fascistas; os meninos maluquinhos do MBL, do Vem Pra Rua e de outros ilegítimos movimentos de bestas quadradas que nem lembro mais os nomes; o Fernando Bezerra Coelho e todos os senadores traidores que mamam na teta do Estado brasileiro e ainda apunhalam pelas costas na primeira oportunidade os seus aliados… 

Enfim! A lista de brasileiros do período histórico em que o povo, hospedeiros dos opressores [3], passaram a perder seus direitos (Emenda Constitucional nº 95; Reforma da Previdência e tantas desgraças que vão atingir o caráter intergeracional por décadas à frente), é imensa. Contudo, vale uma informação de proa: 

A LATA DO LIXO, ORGANICAMENTE PODRE E FEDORENTA, DA HISTÓRIA CABE CADA UM DE VOCÊS DENTRO.  

Entrem sim para a História do Brasil. Precisaremos de seus nomes para sempre registrados a fim de lembrarmos as nossas vergonhas expostas e, quem sabe, corrigirmos nossas mazelas enquanto gente e, talvez, reconstruirmo-nos como uma democracia estruturada e essencialmente mais sensata, justa e sólida. 

Sua podridão, quem sabe, servirá de esterco para adubar uma nova cognição social e tentar uma evolução civilizatória de maneira a salvaguardar as futuras gerações que, de hoje, não possuem um País de verdade para nascerem.

………..

[1] Além de Temer e da Vaza Jato (descobertas de práticas de crimes por parte dos procuradores e juízes da Lava Jato frente aos processos da Operação) divulgadas pelo site The Intercept, também a autora do processo de impeachment de Dilma, Janaina Paschoal, admitiu na última semana que as “Pedaladas Fiscais” não foram o real motivo da queda da Presidente da República. 

(Veja mais aqui)

[2] Gíria que se apresenta no sentido de “lerdo”, de “fraco”, de “burro” etc. Originalmente, abreviação de “prego no sapato” que é igual à pessoa “chata”. É o cidadão que defende essa corja de hipócritas citada acima.

[3] Em síntese, a concepção de Paulo Freire quando se refere às pessoas oprimidas que, em qualquer que seja o lugar de fala ou a tipologia da opressão, “defende” o opressor; se coloca no lugar do opressor e reitera o compromisso sociológico-estrutural da opressão.

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247