A lei do retorno existe na política

O que esses deputados dirão em 2018 aos seus eleitores? Foram motivados pelo espírito público? São defensores da moralidade com o dinheiro do contribuinte? Não podiam permitir a continuação da bandalheira? Era preciso afastar o perigo de um golpe comunista no Brasil? Tudo mentira!

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Em matéria de bastidores eleitorais eu já vi de tudo. Afinal, são quase trinta anos fazendo campanhas políticas, em trabalhos solos ou em parceria com outras agências de publicidade. Confesso que prefiro contar apenas com os profissionais da minha equipe, que já entendem minha forma de encarar o mundo. Político notadamente desonesto, corrupto, desprovido de qualidades intelectuais mínimas para o exercício do mandato não são autorizados pelo porteiro a entrarem no elevador.

Agora, estou incluindo no rol de políticos banidos dos nossos serviços, todos aqueles que figurarem na lista a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não porque sejam golpistas, tampouco marionetes de uma figura nefasta como este Eduardo Cunha. Não podemos trabalhar com nenhum deles, simplesmente porque ferem a missão de nossa empresa, que é "falar sempre a verdade para a sociedade".

O que esses deputados dirão em 2018 aos seus eleitores? Foram motivados pelo espírito público? São defensores da moralidade com o dinheiro do contribuinte? Não podiam permitir a continuação da bandalheira? Era preciso afastar o perigo de um golpe comunista no Brasil? Tudo mentira!

Só existe uma verdade em todo esse processo: PODER!

O que caberá aos parlamentares nesse butim é o que os motivam. Ministérios já estão sendo loteados, diretorias de estatais aguardando a chegada dos novos afilhados políticos, oportunidade de livrarem-se da Justiça pelo artifício da prescrição, nomeação de um Procurador Geral da República engavetador de processos, aprovação cínica de leis que legalizem os bilhões de reais que estão escondidos em paraísos fiscais, ampliação das emendas parlamentares para distribuição paroquial nos redutos eleitorais e por aí vai.

Apostam todas as suas fichas na falsa ilusão de que contam com o apoio do povo. Um milhão de pessoas nas ruas pedindo "Fora Dilma" representa 0,5% da população brasileira. Ah, mas tem as pesquisas que indicam 80% de rejeição à presidente. Ok, 80% do universo de dois mil entrevistados, que fique bem entendido. É claro que o governo não navega num mar de calmaria. Mas a crise econômica que enfrentamos acaba com a queda da presidente? Ou será que vem por aí mais arrocho, desemprego, suspensão de benefícios sociais, aumento desenfreado da violência? Que cenário socioeconômico os deputados esperam encontrar em 2018 para pedir votos aos seus eleitores?

Sempre gosto de usar o exemplo ocorrido em Campinas, quando um golpe político, envolvendo os mesmos atores institucionais derrubaram o prefeito Hélio de Oliveira Santos do poder. Pois bem, já na primeira eleição para a câmara municipal, após o impeachment do Dr. Hélio, 60% dos vereadores perderam seus mandatos. Os obtusos apostaram naqueles poucos minutos de exposição na mídia, quando lançaram toda sorte de aleivosias, pensando que tirariam proveito político da situação. O Ministério Público acusava, a mídia repercutia e os vereadores conspiravam. Golpe concluído, o que aconteceu? A elite calhorda de Campinas elegeu o prefeito que queria, o sujeito arrasou a cidade e, hoje, Dr. Hélio desponta com favorito disparado para voltar ao comando do poder municipal.

Brizola, em sua enorme sabedoria, tratava políticos oportunistas como "Lixo da História". É como vejo todos os que aparecem diariamente na TV, vendendo uma imagem fake daquilo que realmente são. Romero Jucá pode pedir impeachment de alguém? Eduardo Cunha? Júlio Lopes? Carlos Sampaio? Lixos da História.

Tenho ouvido muita gente dizer que o Partidos dos Trabalhadores acabou. Eu posso assegurar que isso não vai acontecer. Pelo contrário. O PT resgatará seus compromissos históricos, não repetirá os erros de se juntar à escória política brasileira em nome de uma pseudo-governabilidade, expurgará dos seus quadros os militantes oportunistas, e voltará a ser a maior força de representação das bases da sociedade.

Muitos colegas de profissão dizem que não trabalham mais para o PT. Minha agência está de portas abertas. E aqui não tem sacanagem de Caixa 2, dinheiro de empreiteira, coisas do gênero. Quem é do ramo sabe que esses recursos paralelos não servem para pagar papel, gráfica, produção de vídeo, placas, entre outras peças permitidas pela Justiça Eleitoral. Dinheiro de Caixa 2 serve para compra de votos. Já participei de eleições em cidades do interior do estado do Rio de Janeiro, onde um voto para prefeito não custava menos de duzentos reais. De onde vem esse dinheiro? Das empreiteiras, das cervejarias, da sacanagem institucionalizada neste país, organizada pelos mesmos grupos que estão aí, desestabilizando uma presidente democraticamente eleita.

A derrota dos meus clientes para uma quadrilha organizada tem sempre sabor de vitória. Não ganhou na hora, vai ganhar mais na frente. E não vai se endividar. Nas eleições desse ano vamos surpreender muita gente. Os medalhões do marketing político, que só fazem campanhas na base do muito dinheiro, terão de se adaptar aos novos tempos. Para nós, que estamos acostumados a dialogar com o eleitor sem o uso de recursos computadorizados que vendem fantasias, dá para tirar de letra. Nossa ferramenta é a verdade. E falar a verdade não custa nada.

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