A luta de classes foi “redescoberta” em 2017

Os golpistas não derrubaram a presidenta eleita Dilma Rousseff para entregar o poder, graciosamente, a Lula e ao PT. Pelo contrário. Eles irão resistir e tentarão um novo golpe para continuar escravizando os trabalhadores em nome da banca e do capital financeiro. Portanto, não é hora de “afrouxar o garrão”

A luta de classes aflorou neste ano de 2017 e tende a agudizar no alvorecer no Ano Novo, 2018, época de eleições presidenciais no Brasil.

Se sob o PT houve certa “conciliação” dos atores desta luta de classes — capital versus trabalho –, no período de Michel Temer, cujo golpe teve o propósito de facilitar o neoliberalismo, essa trégua caiu por terra e estas contradições foram aprofundadas.

Em curtíssimo espaço de tempo o trabalho sofreu ataques estruturais inimagináveis, a exemplo da reforma trabalhista que criou uma espécie de semiescravagismo em pleno século XXI; o fim da aposentadoria está em curso com a reforma da previdência; congelamento de investimentos públicos por 20 anos; redução de salários e desemprego aumentando; privatizações; etc.

O conceito de Karl Marx para luta de classes envolve a economia, a política, a opinião pública, enfim, a disputa pela sociedade é submetida a uma ideologia dominante. Por sua vez, ideologia nada mais é do que a falsa representação da verdade.

A liderança de Lula em todas as pesquisas para voltar a presidir o Brasil é um dos indícios desta redescoberta da luta de classes, mas a burguesia com seu capital ainda tem o poder da repressão estatal (polícia e judiciário) aliado à mídia. E é com isso que ela vai jogar em 2018. Vide a proibição de manifestação no entorno do TRF-4, em Porto Alegre, durante o julgamento do ex-presidente.

A “redescoberta” da luta de classes — que estava tão esquecida nesta época de pós-modernismo — pode ser importante chave para derrotar o golpe de Estado no país. Somente a via institucional, eleitoral, sem compreender as reais dimensões e complexidade desta disputa, levar-nos-á ao cadafalso.

Mais do que nunca é fundamental a mobilização de toda a sociedade para o anunciado “levante popular” a partir de 24 de janeiro, em Porto Alegre, no ‘Fórum Social Mundial Extraordinário’ em defesa da democracia e por eleições livres.

Os golpistas não derrubaram a presidenta eleita Dilma Rousseff para entregar o poder, graciosamente, a Lula e ao PT. Pelo contrário. Eles irão resistir e tentarão um novo golpe para continuar escravizando os trabalhadores em nome da banca e do capital financeiro. Portanto, não é hora de “afrouxar o garrão”, como dizem os gaúchos.

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