A marca do Besta

Sinceramente, eu nunca tinha visto algo de tão mal gosto. Tatuar em seu corpo o nome de um presidente golpista, desonesto, acusado (com provas concretas) de receber malas de dinheiro e envolvido até o pescoço com corrupção, deveria ser considerado apologia ao crime

Sinceramente, eu nunca tinha visto algo de tão mal gosto. Tatuar em seu corpo o nome de um presidente golpista, desonesto, acusado (com provas concretas) de receber malas de dinheiro e envolvido até o pescoço com corrupção, deveria ser considerado apologia ao crime
Sinceramente, eu nunca tinha visto algo de tão mal gosto. Tatuar em seu corpo o nome de um presidente golpista, desonesto, acusado (com provas concretas) de receber malas de dinheiro e envolvido até o pescoço com corrupção, deveria ser considerado apologia ao crime (Foto: Nêggo Tom)
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No livro do Apocalipse, São João alerta que chegaria um tempo, no qual as pessoas, se quisessem comprar, vender ou realizar qualquer tipo de transação, fosse pessoal ou comercial, teriam que ter no corpo uma marca. Essa marca, segundo o profeta, significaria a aceitação e a submissão do povo, a um governo totalitário, dominador, opressor e do mal, que assumiria o poder após um grande golpe, que eles fariam parecer um grande milagre e a salvação de todos os problemas. A Bíblia se refere a essa marca, como a marca da besta e diz que ela seria grafada na mão direita de cada cidadão. 

Lendo essa passagem do apocalipse, pude jurar que João estava prevendo o futuro do Brasil. O nosso momento atual já é muito semelhante ao descrito por ele, e somado a isso, recebo a notícia de que o deputado Wladimir Costa, tatuou em seu braço direito, o nome do presidente Michel Temer, em apoio ao seu governo. Tal estrepolia, custou ao deputado do partido Solidariedade, R$ 1.200,00 - certamente dinheiro público - que ele diz ter parcelado em 6 vezes no cartão de crédito. A tatuagem é permanente e ele justificou dizendo: "Cada um com suas paixões". O amor é mesmo cego. 

Sinceramente, eu nunca tinha visto algo de tão mal gosto. Tatuar em seu corpo o nome de um presidente golpista, desonesto, acusado (com provas concretas) de receber malas de dinheiro e envolvido até o pescoço com corrupção, deveria ser considerado apologia ao crime. Será o que o deputado estadual Flávio Bolsonaro, do PSC -RJ, acha disso? Não foi ele quem pediu o afastamento de um Professor da rede estadual de ensino, por este ter uma folha de maconha tatuada no braço? Se o Professor poderia induzir os alunos ao uso da droga, o deputado Wladimir pode estar induzindo a sociedade, principalmente as crianças, ao roubo e a corrupção. Não vejo muita diferença em tatuar "Temer" ou a sigla de alguma facção criminosa no corpo. 
 
É claro, que essa "paixão" avassaladora do deputado Wladimir Costa por Temer, é movida por alguns milhões de reais em emendas parlamentares e outros beneplácitos ilícitos que não sabemos quais são, mas que podemos muito bem imaginar para quais fins se destinam. Apenas o deputado Sérgio Reis, do PRB - grande cantor e compositor da nossa música brasileira e autor de sucessos como: "Panela velha" e "O menino da porteira" - teve liberados a seu favor, R$ 8. 406.533,39. E nem precisou tatuar o nome de Temer no braço. Ou seja, o menino ganhou uma gratificação para vigiar ainda mais a porteira e manter os gados sob controle, não os deixando dispersar. É! Panela velha é que faz propina boa. 

Vale ainda lembrar, que o deputado tatuado já teve o mandato cassado pelo TRE do Pará, que julgou ilícitos, as suas arrecadações e seus gastos de campanha. Logo ele, que soltou confetes ao votar a favor do impeachment de Dilma Roussef, bradando contra a corrupção e a em defesa da família, da moral e dos bons costumes. O circo ficou pequeno para tantos palhaços. E o pior é que temos que conviver com eles e suas piadas, sem graça e sem noção. A inércia do povo brasileiro diante desse espetáculo cleptocrata, é revoltante. Falta culhão! Falta vergonha na cara e capacidade para se indignar com tudo isso. 

Michel Temer fundou uma espécie de puteiro presidencial e age como um cafetão, que explora deputados e senadores, como se esses fossem damas de um lupanar ideológico, a se deitar com qualquer um que possa ajudá-lo a se manter no poder. Dessa orgia o povo não participa. Fica de fora observando, tipo um voyeur masoquista, que paga a conta do prazer alheio, sem ter nenhum  prazer com isso. E no final, ainda pagamos bem mais do que R$ 1.200,00, para ter tatuado em nosso corpo, bem no meio da testa, a inscrição: OTÁRIOS!

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