A marcha volátil da manifestação fake

Um povo fabricado por forças antidemocráticas saiu às ruas pra defender as medidas forjadas por um governo fake. Um governo que simplesmente dividiu a população em duas categorias: seres humanos e máquinas. Até parece uma versão tupiniquim de Matrix, o filme

A marcha volátil da manifestação fake

Neste domingo (26), um povo fabricado por forças antidemocráticas saiu às ruas pra defender as medidas forjadas por um governo fake. Um governo que simplesmente dividiu a população em duas categorias: SERES HUMANOS E MÁQUINAS. Até parece uma versão tupiniquim de Matrix, o filme.

Além das cores verdes a amarelas, entremeadas por azuis, vermelhos e brancos que logo se percebe como as cores da bandeira norte-americana, existem outras nuances que denunciam que "os robôs" tomaram conta do mundo da Fantasia para tentar defender causas perdidas; se lembrarmos de que a eleição para presidente no ano de 2018 foi administrada por notícias falsas e outros aparatos fabricados para iludir.

Sim, iludir, lograr, urdir, como um grande mágico faz com seu público; que embevecido aplaude o show de truques. Sabendo ou não da falácia; ele paga para ver o Espetáculo de novo. Assim caminhou desde o início o plano engendrado por todos aqueles que têm interesse em chicotear o povo – Para que ele esqueça a verdade de ter nascido, crescido, vivido e desfrutado de programas de governo voltados para a cidadania e igualdade de condições para os colonizados de outrora.

"Não pode continuar a ser assim alguém precisa substituir este novo status quo, implantado pelo PARTIDO DOS TRABALHADORES, onde empregadas domésticas podem voar com suas patroas, rumo ao inverno europeu".

Este alguém precisaria vestir o manto do totalitarismo, e também ser um ultraliberal direitista e abnegado; que deteste sua origem brasileira, e que coloque os interesses internacionais norte-americanos acima de tudo e de todos. Foi então que começou uma grande cruzada para empreender um dos golpes mais bem engendrados desde a Revolução de 1930; quando Getúlio postergou novas eleições, após assumir um governo provisório (na marra).

Vargas cassou a Constituição de 1891 e fechou o Congresso.

Então entra na cena nacional o MMDC, surgindo como um movimento de resistência, e iniciando uma das maiores batalhas revolucionárias do século XX no Brasil: A revolução constitucionalista de 1932, que durou de julho a outubro de 1932.

O Brasil flutua entre golpes e revoltas há centenas de anos: tráfico de influência, voto de cabresto, voto só para homens, ditaduras falseadas, ditaduras militares ultrajaram o povo em cada época vivida neste território; e claro que a imprensa sempre ocupou seu lugar de aduladora ou opositora no Cenário político. Havia neste tempo certa sutileza para massificar ilusões, porém com o advento da web, e a velocidade das informações em tempo real; os dados (no hoje) podem "voar" até qualquer eleitor, do mais néscio ao mais politizado.

Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo morreram pelas mãos do governo golpista de 1930, e isso pelo simples fato de não concordarem com a situação altamente despótica gerada pelo governo de Vargas; que não aceitou o resultado real da última eleição; o pleito que elegeu Júlio Prestes com mais de um milhão de votos. Além dos quatro homens citados acima estima-se que mais 2.196 pessoas faleceram durante o referido levante memorável.

Houve rendição, mas a luta fez brotar acordos, como a promulgação de uma nova Constituinte em 1934, até que em 1937, foi implantado o chamado Estado Novo pelas mãos do então ditador Getúlio Vargas – o partido MMDC foi criado em homenagem aos quatro jovens que morreram lutando pela liberdade do povo paulista e brasileiro.

Nas ruas do ano de 2019, no dia 15 de maio vimos professores, alunos, mulheres, negros, gays, enfim cidadãos que gritaram por justiça contra os desmandos de um governo que foi eleito há cinco meses pelo mesmo MOVIMENTO FAKE (in vitro) que foi às ruas hoje num ato pró bolsonarismo.

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