A metástase do bolsonarismo

O bolsonarismo é uma doença que se espalhou no corpo da sociedade contaminando os que possuem comorbidades sociais como preconceito e intolerância

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e Damares Alves
Jair Bolsonaro e Damares Alves (Foto: Wilson Dias - Agência Brasil)


A senadora eleita pelo DF, Damares Alves, disse em encontro com crianças em um culto político/religioso, que tem conhecimento de que crianças de 4 anos, na Ilha de Marajó, no Pará, têm os dentes arrancados para que não mordam durante sexo oral e comem comida pastosa para facilitar o sexo anal. 

A senadora diz que o governo federal tem imagens desses crimes. Se tem imagens, por que ainda não prendeu os criminosos?  

O que Damares quer com esse discurso é alimentar a fale news de que em um futuro governo petista as crianças aprenderão sobre sexo nas escolas, é trazer de volta o ‘kit gay’ e a ‘mamadeira de piroca’ que impulsionaram a candidatura de Bolsonaro em 2018. 

O bolsonarismo é uma doença que se espalhou no corpo da sociedade contaminando os que possuem comorbidades sociais como preconceito e intolerância. 

Alguém imagina o que seria se a família de Lula tivesse comprado 51 imóveis em dinheiro vivo, se os filhos de Lula empregassem milicianos em seus gabinetes, se a mulher de Lula não conseguisse explicar depósitos em sua conta bancária? 

O que a imprensa diria se Lula, presidente, não comprasse vacinas na pandemia e, por conta disso, centenas de milhares de pessoas morressem; se Lula debochasse de doentes no leito de um hospital morrendo com falta de ar porque faltou oxigênio?  

O que você, bolsonarista, diria se Lula, em entrevista, dissesse que não comeu carne humana porque assessores não quiseram segui-lo; que não se ‘deitou’ com uma indígena porque ela não tinha higiene e, mesmo porquê, não precisava disso?  

O que o evangélico pensaria se Lula, dizendo-se cristão, aparecesse em um vídeo discursando dentro de um templo maçom entre símbolos representando uma doutrina secreta? 

O bolsonarismo é uma doença que afetou milhões de brasileiros e que, pelo visto, não têm cura a curto prazo; a nossa responsabilidade é não permitir que a maioria se contamine e, para isso acontecer, precisamos conversar com as pessoas, enviar textos, comparar governos, fazê-las refletir sobre o antes e o agora.  

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