A nova social-democracia e a retomada da economia

Tenho projetos econômicos para mostrar durante os debates do partido e tenho um projeto de social-democracia no forno. Esse é o modelo político que deu origem ao PSDB e que não morreu, precisa se modernizar para voltar a ser o mais democrático dos modelos políticos

(Foto: divulgação)
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Esta semana tive uma conversa muito interessante com alguns dos principais investidores do grupo CM Capital, eleito a melhor instituição de investimentos do país no ano passado. A pauta foi sobre as eleições de 2022 e os rumos da economia brasileira. O PSDB tem o troféu do ajuste fiscal. Foi - e haverá de ser novamente - o partido que mais contribuiu para a economia deste país, alcançando grande reconhecimento da política externa.

Está na hora de uma nova social-democracia, esse é o objetivo das prévias partidárias das quais sou pré-candidato, fazer com que o PSDB resgate sua essência e, ao mesmo tempo, resgate também os valores mais absolutos de uma nação. Mais do que nunca o Brasil precisa disso. Chega dessa coisa de direita e esquerda, nenhuma estrada é reta e nada de bom vem de movimentos extremistas.

Hoje, no Brasil, quando se fala em direita é ligado à tortura, à Brilhante Ustra e todo aquele momento de infelicidade que Brasil passou. Na Europa, faz-se menção à Margaret Thatcher e, na Alemanha, à Angela Merkel. Chega de lados, de divisão. A hora, agora, é de união em torno de um forte projeto de recuperação da economia do país, com mais emprego, mais parcerias com pessoas que acreditem no Brasil, controle da inflação e do déficit primário.

Quero assumir a cara capitalista do PSDB, com uma economia mais liberal. Precisamos assumir uma economia de mercado, claro que evitando os monopólios e oligopólios. Quero um Estado livre de penduricalhos, com fortes agências reguladoras. Fazer economia de verdade, sempre debaixo do mantra sagrado que é a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O partido precisa se reafirmar como alternativa de poder, retomar com muita força sua trajetória na história do país como o autor das maiores e mais significativas mudanças nos campos econômico, político e social, liquidando a hiperinflação, fazendo a primeira geração de reformas estruturais, e reforçando as suas ideias-base, suas ideias-força.  

E, aqui, abro parêntese para uma ideia-força que defendo desde meu primeiro mandato como deputado federal, ainda em 1983: a defesa do meio ambiente, a preservação da Amazônia e o desenvolvimento sustentável, a partir deste que é o maior banco genético do mundo.

Quero chamar atenção para a Amazônia. O mundo já reconhece sua importância para o futuro da humanidade, mas o Brasil, infelizmente, insiste no caminho contrário. Não quero falar da Amazônia de maneira lírica, mas de forma muito prática, como a última fronteira de desenvolvimento sustentável para o país e dona de um potencial trilionário.

Sinto-me honrado em fazer parte do seleto grupo que disputa as prévias do PSDB para presidência da República. Tenho projetos econômicos para mostrar durante os debates do partido e tenho um projeto de social-democracia no forno. Esse é o modelo político que deu origem ao PSDB e que não morreu, precisa se modernizar para voltar a ser o mais democrático dos modelos políticos. Quero o Brasil com uma democracia cada vez mais forte, um valor absoluto. Eu não transijo com a democracia, qualquer ameaça à democracia vai me encontrar pela frente, parta de onde partir, doa a quem doer e custe o que custar. Eu defendo a democracia como possibilidade de desenvolvimento, de direitos respeitados, de chegarmos à equidade e à justiça social.

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