A prisão de Temer é sinal de que o caos se aproxima

A prisão de Michel Temer e Moreira Franco é mais um episódio do arbítrio da Lava Jato, a linha jurídica auxiliar do bolsonarismo. Fica claro que tal operação representa uma reação do lavajatismo contra as derrotas sofridas no STF e na sapatada que o ministro e ex-Juiz Sérgio Moro levou do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) quanto ao pacote "anticrime"

A prisão de Temer é sinal de que o caos se aproxima
A prisão de Temer é sinal de que o caos se aproxima (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A prisão de Michel Temer e Moreira Franco é mais um episódio do arbítrio da Lava Jato, a linha jurídica auxiliar do bolsonarismo.

Fica claro que tal operação representa uma reação do lavajatismo contra as derrotas sofridas no STF na semana passada e na sapatada que o ministro e ex-Juiz Sérgio Moro levou ontem (20) do presidente da câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) quanto ao pacote "anticrime". Um detalhe, Moreira Franco é sogro de Maia.

Com esse movimento do lavajatismo, quebram-se acordos importantes no Congresso Nacional. O núcleo duro do governo Bolsonaro terá mais problemas para aprovar seus projetos e reformas, tendo em vista que Temer organizava votos do MDB. A prisão bagunça o coreto.

Mas, ao mesmo tempo, o bolsonarismo não tem muito compromisso com acordos estabelecidos. Eles operam no caos e precisam do mesmo para sobreviver. Daí a harmonia perfeita entre o bolsonarismo e o lavajatismo. Aliás, vou além. São irmãos siameses.

O lavajatismo é claramente um fator de instabilidade permanente para a política - da esquerda à direita - e para as instituições nacionais. Serve para criminalizar a política e desnacionalizar nossa economia.

Quando a Lava Jato foi deflagrada, a classe política não teve coragem de enfrentar Moro e seus asseclas - com exceção do Senador Renan Calheiros (MDB-AL) -, cerrando fileiras contra a perseguição a Lula, que era o dique de contenção. Agora é tarde. O gênio saiu da garrafa.

Esta Operação, tal como se dá, precisa ser derrotada pelo bem da democracia no Brasil. E para tal, somente uma ampla coalizão da classe política, de todas as instituições, incluindo os setores responsáveis, republicanos e nacionalistas das Forças Armadas, e da sociedade como um todo.

Diante disso, é fundamental que não façamos coro com tais medidas de exceção. Defender a Lava Jato é exaltar a mais clara expressão do fascismo à brasileira.

As prisões de hoje são sinais de que o caos se aproxima.

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