A reação dos canalhas

Ora, vejamos: o texto vetado estabelecia exceções à proibição de reajuste salarial para os servidores no projeto de lei que cria o auxílio da União aos estados e municípios castigados pela queda de receitas e aumento de despesas por conta da pandemia



“Ontem o Senado derrubou um veto que vai dar prejuízo de R$ 120 bilhões para o Brasil. Então eu não posso governar um país... Se esse veto [não] for mantido na Câmara, é impossível governar o Brasil, impossível. É responsabilidade de todo mundo ajudar o Brasil a sair do buraco".

Quem disse isso foi o presidente Jair Bolsonaro, que eu prefiro chamar de capitão Capiroto. O ministro da economia, Paulo Guedes disse que a decisão do Senado foi um crime. Uma reação de canalhas autoritários.

Analistas econômicos da TV e do rádio, que eu costumo chamar de lobistas dos bancos, tal a quantidade de mentiras e distorções que proferem para defender o chamado “mercado”, somaram-se ao terrorismo do Capiroto para enganar os espectadores.

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Ora, vejamos: o texto vetado estabelecia exceções à proibição de reajuste salarial para os servidores no projeto de lei que cria o auxílio da União aos estados e municípios castigados pela queda de receitas e aumento de despesas por conta da pandemia. Exceções à proibição não obrigam nenhum órgão a conceder reajuste. Quem pode aprovar eventuais reajustes são as assembléias legislativas e, no DF, a Câmara Legislativa.

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Ou seja, o processo democrático que pode resultar da análise das condições orçamentárias de cada unidade da federação.

Já disse, várias vezes, que essa visão de arrocho, que eles chamar de austeridade, é um “austericídio”. Um tiro no pé do próprio governo, que acaba machucando o pé do povo. Guedes, com seus cortes alucinados só provocou queda da atividade econômica, pois não tem estratégia de desenvolvimento, só cortes, cortes e mais cortes.

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Já vimos esse filme quando Pedro Malan era o ministro da Fazenda, no governo FHC. Deu em desemprego e recessão. Lula mudou essa lógica. Tratou os servidores com respeito. Aguentou greves e derrubadas de vetos. Nunca disse que isso inviabilizaria seu governo. 

Negociou reajustes, revisão de planos de carreira, benefícios. Respeitou o Legislativo. O Brasil cresceu, gerou vinte milhões de empregos com carteira assinada, criou novas universidades, institutos federais, creches, hospitais, UPAs, estradas, portos e aeroportos, hidroelétricas e estaleiros.

Bolsonaro e Guedes são incompetentes e autoritários. São responsáveis por grande parte das mortes pela COVID-19, por atrapalhar o combate que os médicos, enfermeiras, demais profissionais de saúde e gestores municipais e estaduais fazem à pandemia.

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Infelizmente, esse cidadão foi eleito, por brasileiros que acreditaram em mentiras e agora sofrem com o arrocho e ainda tem que ouvir esses ataques à democracia. Espero que acordem e possam juntarem-se à luta pelo fim do governo Bolsonaro e a consequente demissão desse ministro arrogante, que de economista não tem nada. É apenas um especulador, acusado de fraude em fundos de pensão. Fora Bolsonaro e leve o Guedes para as profundezas do esgoto de onde vieram atazanar a vida do povo.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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