A república militarizada do templo de Salomão

O país está sem saída? Não, não existe impasse em História. Durante 12 anos Hitler destruiu o mundo. Foi terra arrasada adubada por centenas de milhares de corpos e corações partidos que sobreviveram ao genocídio. Não acabou, mas teve um fim. Haverá saída. Só é preciso encarar o concreto e considerar o que se move na real

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Bolsonaro não quer nem democracia nem ditadura. Ele é nazista. Entre a definição clássica de ditador e tirano, se enquadra na segunda. Tirano é o usurpador do poder, tanto no sentido de dar o golpe quanto de só se voltar para o que é de seu interesse pessoal desconsiderando e mesmo eliminando as diferentes demandas da sociedade, o que é o caso. 

Desde sempre o nazista aposta na ruptura institucional ou, dizendo de outro modo, na mudança radical de regime dessa vez fundamentado no fanatismo religioso de grupos neopentecostais, os que se apresentam como os ‘terrivelmente evangélicos’.

O instrumental teórico que vem sendo usado para analisar os objetivos do atual governo não dá mais conta. A complexidade, os militares nacionalistas, a concertação da direita com a esquerda, a fragilização pela possível derrota do Trump, foi tudo atropelado pela teologia da prosperidade do Templo de Salomão.

A pregação nos templos de Salomão é clara e declarada há muito: “conseguimos nos estabelecer, agora é tomar o poder”. Tem vídeos na internet para quem quiser conferir e sair ou ampliar a chave das análises racionais e razoáveis que vêm sendo feitas.

A lógica é toda concatenada. Libera as armas e promove ações que incitam o caos, só para ficar no exemplo mais cru e realista que, por óbvio, levará a intervenção armada das forças militares. E paramilitares, organizadas nas milícias que, até o momento, estão alinhadas com o nazista.

As pesquisas podem indicar queda na aceitação do nazista. Para o governo, não tem a menor importância.  Quem está armado são eles. Além disso, o nazista ganhou a eleição com fake news. As mentiras seguem amparadas pelos fuzis e pela comunicação massiva propagada em emissoras abertas e nos templos dos pastores que empresariam a implantação definitiva da extrema-direita no Brasil. 

O país está sem saída? Não, não existe impasse em História. Durante 12 anos Hitler destruiu o mundo. Foi terra arrasada adubada por centenas de milhares de corpos e corações partidos que sobreviveram ao genocídio. Não acabou, mas teve um fim. Haverá saída. Só é preciso encarar o concreto e considerar o que se move na real.

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